Basquete da China se desculpa por briga com Brasil

Jogadores chineses partiram para a agressão em partida 'amistosa' contra a equipe do Joiniville

AE-AP, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 14h00

A Associação Chinesa de Basquete (CBA, na sigla em inglês) pediu nesta quarta-feira desculpas por uma briga que forçou a suspensão de uma partida entre a seleção do país e o Brasil, representado pela equipe do Joinville, no dia anterior. "A CBA se desculpa com a equipe brasileira e todas as outras partes sobre o incidente que gerou consequências tão graves", disse Li Jinsheng, vice-presidente da associação, em um comunicado oficial.

Os jogadores da China se irritaram porque uma falta não foi marcada e os ânimos ficaram ainda mais exaltados por conta das reclamações do técnico Bob Donewald, que trabalhou na NBA como assistente do New Orleans Hornets e do Cleveland Cavaliers, protestou veementemente contra o árbitro.

Pouco depois, o jogo se transformou em uma briga generalizada, com troca de chutes e socos entre os jogadores de ambas as equipes na quadra. As seleções foram separadas, mas os jogadores da China voltaram a atacar quando os brasileiros estavam indo para o vestiário.

Os brasileiros se recusaram a voltar à quadra e a disputar o jogo marcado para esta quarta-feira. Ambas as equipes voaram de Xuchang a Pequim nesta quarta-feira, com pelo menos um jogador chinês usando um colar cervical.

A associação disse que os preparativos da equipe para os Jogos Asiáticos foram suspensos para dar aos jogadores tempo para "refletirem profundamente". Li afirmou que o time inteiro tinha sido obrigado a assistir aulas sobre esportividade e os jogadores serão penalizados individualmente após a conclusão do inquérito da associação.

Responsável pela organização do Novo Basquete Brasil - o Campeonato Brasileiro de Basquete -, a Liga Nacional de Basquete (LNB) se solidarizou com a equipe do Joinville e cobrou ações drásticas contra o incidente. "A LNB espera que fatos covardes como estes protagonizados pela seleção chinesa, sejam veementemente repudiados pelos organismos que administram o basquetebol em nível mundial e que medidas severas sejam adotadas no sentido de coibir tais ações", afirmou, em nota oficial.

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