Basquete do Brasil tentar dar o maior passo da atual geração

Comandados de Rubén Magnano buscam vaga nas semifinais do Mundial da Espanha contra a Sérvia, às 13 horas

Marcius Azevedo, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 20h50

A vitória diante da Argentina serviu para exorcizar fantasmas. Agora, a seleção brasileira masculina quer dar mais um importante passo, garantindo vaga às semifinais e se colocando na briga por medalhas no Mundial da Espanha. O obstáculo a ser superado é a Sérvia, nesta quarta-feira, às 13 horas (horário de Brasília), em Madri.

A última vez em que o Brasil se posicionou entre os quatro melhores em um Mundial foi há 28 anos, coincidentemente quando os espanhóis também eram os anfitriões do torneio. À época, a seleção brasileira perdeu para os Estados Unidos na semifinal e foi derrotado pela Iugoslávia na disputa do bronze.

O time do técnico Rubén Magnano tem a chance de igualar o desempenho de 1986, mas o objetivo é subir ao pódio, algo que não acontece desde 1978, com o bronze nas Filipinas. O torneio na Espanha é a última chance para praticamente todos os jogadores da atual geração conquistarem uma medalha em um Mundial. 

Para tanto, os jogadores defendem que é necessário esquecer o jogo da primeira fase, em que o Brasil venceu por 81 a 73. "Aquela vitória não vale nada aqui. Portanto vamos tratar de fazer um grande jogo e seguir com nosso sonho que é ganhar uma medalha neste Mundial", afirmou o pivô Anderson Varejão.

"A Sérvia é um adversário duro, tem um poder ofensivo muito grande, mas estamos preparados para jogar e fazer o melhor para seguir na competição", completou o jogador do Cleveland Cavaliers.

O discurso de Marcelinho Huertas segue o mesmo raciocínio. "Vai ser um jogo diferente daquele, uma pontuação mais baixa", comentou. "Quando se trata de partidas como esta, as defesas são fortes, os jogos são ponto a ponto, não acho que qualquer time vai ter uma grande vantagem", acrescentou.

Na primeira fase, o Brasil fez um excelente primeiro tempo e foi para o intervalo com uma vantagem de 16 pontos: 48 a 32. No entanto, um terceiro quarto apático colocou os sérvios na liderança antes do início da terceira parcial (64 a 60). A seleção brasileira se recuperou no último período e venceu por oito pontos de diferença.

Huertas destaca ainda que, assim como o Brasil, a Sérvia chega motivada para o jogo pelas quartas de final. Depois de uma primeira fase irregular, com duas vitórias e três derrotas, os sérvios passaram pela Grécia, que havia vencido os cinco jogos da fase de grupos, com uma vitória folgada: 90 a 72.

"Temos de respeitá-los. Sua motivação é muito grande depois de derrotar a Grécia, especialmente da maneira que foi", afirmou o armador da seleção, que elogiou bastante o adversário, demonstrando conhecer muito bem os perigos que o Brasil vai enfrentar hoje.

"Eles são uma equipe muito talentosa. Eles têm o (Nenad) Krstic de volta agora. Ele é uma referência no garrafão. A Sérvia tem uma equipe muito jovem e talentoso, com (Nemanja) Bjelica, (Bogdan) Bogdanovic e (Milos) Teosodic", enumerou Huertas.

Apesar da boa atuação de Raulzinho e de Magnano até cogitar colocá-lo na equipe titular, o treinador vai manter Huertas no quinteto inicial. Assim como os jogadores, o argentino defende que o jogo da fase de grupos seja esquecido antes de o time entrar em quadra para decidir vaga à semifinal.

"A Sérvia é uma grande seleção europeia, com jogadores altamente técnicos e que não podemos ficar imaginando aquela vitória em Granada. É outra situação e outra história", afirmou o técnico.

O técnico da Sérvia, Sasha Djordjevic, tratou de jogar todo o favoritismo para o lado brasileiro. "Eles têm uma equipe incrível, talvez o melhor time brasileiro em muito tempo", comentou. "O Brasil está aqui para ganhar uma medalha. Eles são um dos favoritos, têm trabalhado nisso nos últimos três anos, com o Rubén Magnano", finalizou.

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