Basquete feminino embarca para o México

A seleção brasileira feminina de basquete embarcou, neste domingo, no Rio para tentar assegurar a última vaga aos Jogos de Atenas 2004, reservada para o vencedor do Pré-Olímpico das Américas, no México, que começa quarta-feira e termina domingo. Na bagagem, além de confiança e determinação, as atletas levaram duas certezas: já estão na semifinal da competição e Cuba e Canadá serão os únicos obstáculos à conquista do título. "Não queremos menosprezar Chile e México, pelo contrário, temos muito respeito por eles, mas já podemos pensar na semifinal", disse a ala Janeth. O Brasil está no Grupo A do Pré-Olímpico, ao lado de Chile, adversário de estréia na quarta-feira, e México, confronto de quinta. O Grupo B é formado por Cuba, Canadá, Argentina e República Dominicana. As duas melhores de cada grupo se classificam à semifinal. Por causa da fragilidade dos adversários iniciais, Janeth argumentou que os jogos servirão para melhorar o entrosamento com as companheiras. Por atuar nos Estados Unidos, tanto ela quanto Helen se apresentaram somente nos últimos 15 dias. "Já estou bem adaptada ao time, mas atuar contra adversários fracos vai ajudar no entrosamento. Porque estamos precisando, agora, viver situações de jogo", afirmou Janeth, principal destaque da seleção, aos 34 anos. "O mais importante neste Pré-olímpico vai ser mantermos a tranqüilidade nos momentos finais das partidas." A pivô Alessandra ainda destacou a seriedade e concentração que a seleção conseguiu desenvolver durante os quatro meses de preparação para o Pré-Olímpico. De acordo com a atleta, todas as jogadoras mostraram determinação, garra e vontade para tentar a vaga a Atenas. O time brasileiro viajou com sua escalação confirmada pelo técnico Antonio Carlos Barbosa. A armadora Adrianinha, Helen, Janeth, Cíntia Tuiú e Alessandra foram as escolhidas do treinador, que enfatizou a necessidade deo time atuar com personalidade, ciente das suas possibilidades de conquistar a competição, mas sem o pensamento de "já ganhou". "A Helen e a Janeth vão nos dar a experiência que necessitávamos. Temos um grupo jovem, habilidoso, que ainda precisa amadurecer, um caminho natural a ser percorrido", frisou Barbosa, destacando a importância dos quatro meses de preparação. "Desta vez, somos uma seleção, ao contrário do que ocorreu no último Mundial, quando nos encontramos no aeroporto e formamos um time." Sobre os adversários, Barbosa refletiu a opinião das atletas. Destacou que Cuba conseguiu renovar o time e Canadá mostrou uma evolução, o que os credenciam ao título.

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