João Pires|LBF
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'Basquete não foi trabalhado, foi esquecido', diz presidente da LBF

Márcio Cattaruzzi, entretanto, enfatiza que crise na CBB não atrapalha Liga

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2016 | 07h00

O basquete brasileiro hoje é apenas uma sombra do esporte que ficou em evidência com a vitoriosa geração de Hortência e Magic Paula. A situação ficou mais crítica depois que a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) foi suspensa pela Federação Internacional de Basquete (Fiba), em novembro, e falou-se até em intervenção. Márcio Cattaruzzi, presidente da Liga de Basquete Feminino, reconhece o prejuízo para a modalidade, mas garante que a crise na entidade não atrapalha a realização da temporada 2016/2017 da LBF.

"Impactou de uma forma muito negativa para o basquete. Mas as Ligas têm uma estrutura já formada, isso não interfere naquilo que a gente organiza, naquilo que a gente se propõe a fazer", afirmou. E disse também: "A má administração da CBB vem de alguns anos. O basquete não foi trabalhado, foi esquecido, ficou só a parte de oba-oba."

O dirigente, contudo, enfatiza que a dificuldade enfrentada pelas mulheres no esporte não se restringe ao basquete. "O basquete feminino ainda tem suas precariedades, como o número de jogadoras e o número de equipes. Mas o esporte feminino acontece por obrigação em quase todas as modalidades, com exceção do vôlei. O masculino é prioridade nas confederações, ainda que os dirigentes acabem não concordando."

São apenas seis equipes participantes na temporada 2016/2017 da LBF. O número abaixo do esperado é atribuído pela organização à crise econômica brasileira. "Era para estarmos este ano com oito equipes, mas, em função de toda essa situação, a gente está dando até graças a Deus de estar com seis", comentou Cattaruzzi. 

A questão financeira também é a justificativa dele para que a definição da tabela da competição não seja a ideal. "Quem viaja do Nordeste para São Paulo ou Santa Catarina tem de fazer dois jogos a cada viagem por uma questão de economia. Precisamos nos adequar a uma situação, e é necessário que as jogadoras joguem."

No evento de lançamento da sétima edição da LBF, Cattaruzzi prometeu uma competição mais estruturada. Isso porque a competição contará com patrocínio desde o início, diferentemente dos últimos anos, e terá a colaboração da Liga Nacional de Basquete (LNB).

 

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