Basquete: novatos agradam treinador

A seleção brasileira masculina de basquete venceu cinco dos seis jogos que disputou no México. Mas o resultado positivo, estimulante para o início do trabalho na temporada internacional, não mereceu do técnico Hélio Rubens Garcia mais destaque que o comportamento dos novatos. Elogiou o empenho dos estreantes na seleção principal em seguir o sistema tático e "aproveitar a oportunidade de mostrar o valor que tem". Da seleção que seguiu para o México, apenas três (Helinho, Vanderlei e Sandro) não eram estreantes. O Brasil encerrou a participação no México, sábado, com o título do Torneio Internacional de Toluca ao vencer o México por 109 a 91 (65 a 50), com 33 pontos do ala-pivô Guilherme.O Brasil perdeu para o México (90 a 84) no primeiro amistoso, mas depois venceu o rival duas vezes seguidas (101 a 91 e 90 a 83). No torneio de Toluca, a seleção venceu a República Dominicana duas vezes (93 a 80) e a seleção universitária do México (96 a 85) antes da final de sábado. "Mais importante que as vitórias e o título de Toluca foi a oportunidade de observar novos jogadores e dar experiência ao grupo. Eles compreenderam bem a filosofia de jogo e cooperaram com o sistema tático", afirmou Hélio Rubens, que viajou para o México com o assistente-técnico Aloisio Xavier Ferreira, o Lula. Os outros assistentes, Nilo Guimarães e Ênio Vecchi, ficaram em Ribeirão Preto treinando um outro grupo de mais 12 jogadores.Na quarta-feira, a seleção passa a treinar com os dois grupos juntos, de 24 jogadores, visando os torneios mais importantes da temporada, dois deles seletivos para o Mundial de Indianápolis, em 2002, mais o Goodwill Games, em setembro. O Sul-Americano de Valdívia, no Chile, 20 a 29, classifica quatro equipes para a Copa América da Argentina, de 8 a 19 de agosto, que é seletiva para o Mundial. O ex-armador Nilo Guimarães disse que a idéia de trabalhar dois grupos era deixar "todos os jogadores nas mesmas condições". Observou que caberá a Hélio Rubens decidir quem serão os atletas que permanecem.O armador Leandrinho, de 18 anos, ficou treinando com o grupo de Ribeirão. Disse que a idéia de fazer uma convocação ampla, dando lugar a jovens é "estimulante". "Sempre tive a esperança de chegar na seleção e como eu, os outros que estão aqui. Não poderia ser um estímulo melhor, uma chance que todos querem aproveitar."

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