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Basquete: semifinais sem estrelas

As semifinais do Campeonato Estadual Feminino de Basquete - praticamente o único torneio regional competitivo no País - já tem dois semifinalistas. A Unimed/Americana e o Corinthians/Santo André fecharam os playoffs das quartas-de-final contra o Carapicuíba Basketball e o BCN/Osasco, respectivamente, por 3 a 0. Mesmo depois de definidos os outros dois semifinalistas, o Paulista não terá em quadra a principal jogadora do Brasil em atividade, a ala Janeth, que está sem time desde setembro, quando voltou de sua quarta temporada no Houston Comets, da WNBA.Janeth mantém a forma correndo em um parque perto de sua casa, em Santo André. Não abriu mão de ganhar um bom salário, ainda não recebeu o que o Vasco lhe deve e decidiu ficar sem clube. Na avaliação da técnica Laís Elena Aranha, de Santo André, o basquete feminino, campeão mundial e dono de duas medalhas olímpicas, vive "um momento ruim" e precisa "de carinho dos dirigentes e de quem cuida da política de esportes do País".Para Laís, a situação não é tão crítica na parte técnica. Com várias atletas atuando na Europa - como Claudinha, Alessandra, Cíntia, Adriana Santos, Mamá e Zaine -, novos talentos ganharam espaço. Como a pivô Ega, de 1,85 m e 24 anos, que forma dupla com Karina em Americana. Karina, no time há um mês e meio, já emagreceu 6 quilos e está, segundo o técnico Paulo Bassul, com 70% da capacidade física ideal.O problema, segundo Laís, é a falta de patrocinadores - Santo André, que trabalha com basquete há 52 anos, só tem apoio da prefeitura. Para ela, não adianta construir centros de excelência se não houver o clube para descobrir talentos. Laís defende que o dinheiro a ser repassado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) às confederações chegue até os clubes que trabalham, com seriedade, com o basquete feminino.Paulo Bassul, técnico de Americana, das irmãs Helen e Silvinha, acha que a Lei Piva resolve o problema das seleções, mas não o dos clubes, que, no Brasil, ainda descobrem jogadores.Depois deste Paulista, os clubes poderão jogar outro Estadual, a partir de março - a Federação discute o calendário com a ESPN Brasil. Tudo porque a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) alterou a programação de 2002 e só realizará o Nacional Feminino no segundo semestre.

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