Hans Deryk/Reuters
Hans Deryk/Reuters

Brasil arrasa Venezuela por 87 a 67 na Copa América

Segundo período impecável garante segunda vitória da seleção; Argentina é o próximo adversário

Alan Rafael Villaverde , estadao.com.br

27 de agosto de 2009 | 21h20

São apenas dois jogos, mas a seleção brasileira masculina de basquete dá sinais animadores de que dias melhores virão. Na noite desta quinta, o Brasil arrasou a Venezuela por 87 a 67, no Ginásio Roberto Clemente, em Porto Rico, em partida válida pela Copa América, que classifica os quatro primeiros colocados ao Mundial de 2010, na Turquia.

 

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Com o segundo triunfo, o Brasil lidera o Grupo B com quatro pontos. O principal, no entanto, é o estilo de jogo. Mais calmos e disciplinados na defesa, os jogadores demonstram maturidade não vista no último Mundial e no torneio classificatório às Olimpíadas de Pequim, quando a afobação ditou o ritmo.

 

"Temos trabalhado muito duro para melhorar a defesa e sair no contra-ataque, e, quando não der, trabalhar para encontrar a melhor jogada. A defesa está sendo fundamental para nossas vitórias", afirmou Anderson Varejão, em entrevista ao SporTV.

 Tabela da Copa América
Fase de classificação - 26/8 

Ilhas Virgens 62 x 88 Uruguai

República Dominicana 68 x 81 Brasil

Venezuela 85 x 69 Argentina

México 81 x 66 Porto Rico

Fase de classificação- 27/8 

Panamá 88 x 100 República Dominicana 

Canadá 95 x 40 México 

Brasil 87 x 67 Venezuela 

Porto Rico 85 x 74 Ilhas Virgens

Fase de classificação - 28/8 

14h30 - Argentina x Brasil

17 horas -

Ilhas Virgens x Canadá

19h30 - Venezuela x Panamá

22 horas - Uruguai x Porto Rico

Fase de classificação - 29/8 

14h30 -

México x Ilhas Virgens

17 horas - Canadá x Uruguai

19h30 - República Dominicana x Venezuela

22 horas - Panamá x Argentina

Fase de classificação - 30/8 

14h30 -

Uruguai x México

17 horas - Brasil x Panamá

19h30 - Argentina x República Dominicana

22 horas - Porto Rico x Canadá

Fase de classificação - 1/9

14h30 -

1.º do Grupo A x 4.º do Grupo B

17 horas - 2.º do Grupo A x 3.º do Grupo B

19h30 - 3.º do Grupo A x 2.º do Grupo B

22 horas - 4.º do Grupo A x 1.º do Grupo B

Fase de classificação - 2/9 

14h30 -

3.º do Grupo B x 1.º do Grupo A

17 horas - 4.º do Grupo B x 2.º do Grupo A

19h30 - 1.º do Grupo B x 3.º do Grupo A

22 horas - 2.º do Grupo B x 4.º do Grupo A

Fase de classificação - 3/9

14h30 -

1.º do Grupo A x 2.º do Grupo B

17 horas - 2.º do Grupo A x 1.º do Grupo B

19h30 - 3.º do Grupo A x 4.º do Grupo B

22 horas - 4.º do Grupo A x 3.º do Grupo B

Fase de classificação - 4/9

14h30 -

1.º do Grupo B x 1.º do Grupo A

17 horas - 2.º do Grupo B x 2.º do Grupo A

19h30 - 3.º do Grupo B x 3.º do Grupo A

22 horas - 4.º do Grupo B x 4.º do Grupo A

Semifinal e final - 5 e 6/9

19h30 -

2.º classificado x 3.º classificado

22 horas - 1.º classificado x 4.º classificado

--  

3.º lugar - 19h30 - Perdedor do 1.º  x Perdedor do 2.º

FINAL - 22 horas - Ganhador do 1.º x Ganhador do 2.º

 

Curiosamente, a afobação que tanto atormentou, agora é vista nas ações dos adversários. No caso desta quinta, os venezuelanos, que conseguiram segurar o bom jogo de contra-ataque brasileiro somente até o começo do segundo período, quando Tiago Splitter e Varejão - numa formação mais conservadora no garrafão - impediram qualquer infiltração, frustrando a Venezuela, que tinha de se limitar aos arremessos do perímetro, sem sucesso.

 

A seleção brasileira, dentro de tal cenário, deslanchou, abrindo 20 pontos de vantagem ao término do segundo período através de contra-ataques e infiltrações numa defesa fraca, jogando por zona (3-2). O resultado foi uma vitória esmagadora por 26 a 6.

 

Com a vitória em mãos, o técnico Moncho Monsalve tratou de testar algumas novas formações e jogadores do banco, como JP Batista, Diego, Duda e Tavernari, o que deu à Venezuela um alento no último período, mas nada que viesse a atrapalhar o bom momento brasileiro na competição.

 

Agora, a seleção brasileira encara ninguém menos que sua principal rival, a Argentina, nesta sexta-feira, às 14h30 (de Brasília). A Venezuela terá pela frente o Panamá, no mesmo dia, às 19h30.

 

PROBLEMA

Nem tudo nesta "nova fase" da seleção é animador. O aproveitamento nos lances livres continua muito fraco. Diante da Venezuela não passou de 58%. Como comparação, um dos pivôs mais famosos do mundo, Shaquille O’Neal, notório pela sua falta de pontaria em tal quesito, fechou a última temporada da NBA com aproveitamento de 59%.

 

Em contrapartida, a melhoria na proteção do garrafão ficou evidenciada com os rebotes conquistados pelo Brasil: 41 contra 31 da Venezuela.

 

DESTAQUES

O cestinha da partida foi Leandrinho, com 15 pontos. Varejão terminou com 14 pontos e nove rebotes, seguido de perto por Splitter, com 11 pontos e oito rebotes. Pelo lado venezuelano, o destaque foi Richard Lugo, com 12 pontos e seis rebotes.

 

 

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