Brasil derrota Venezuela no basquete

A seleção brasileira masculina de basquete voltou a vencer a Venezuela, nesta terça-feira à noite, no segundo amistoso entre as equipes, disputado em Ribeirão Preto. O time do técnico Lula, ainda sem contar com os pivôs Anderson Varejão e Nenê, marcou 95 a 72. No primeiro jogo, em Uberlândia, o Brasil venceu por 117 a 90. As seleções voltam a se enfrentar nesta quarta-feira, em São Paulo. Estes jogos servem como preparação para o Sul-Americano do Uruguai - competição que o Brasil estréia dia 22, contra o Paraguai - e para os Jogos Pan-Americanos, em Santo Domingo, na República Dominicana. Além de Nenê, Anderson Varejão e Leandrinho, que ainda não se apresentaram, Marcelinho não pôde atuar nesta terça-feira. Com dores no ombro direito, ele foi poupado, mas deve jogar na quarta.O cestinha da partida foi Victor Dias, da Venezuela, com 19 pontos, seguido pelos brasileiros Alex e Renato, ambos com 18. O Brasil só abriu vantagem a partir do terceiro quarto. "Fizemos um primeiro tempo bastante irregular, apático na defesa e não produzimos no ataque, o que nos trouxe desconforto emocional", afirmou o técnico Lula, que no intervalo deu uma bronca na equipe. "Disse aos jogadores que teríamos de revigorar a alma do nosso time, que é o ataque, mas, para isso, teríamos de melhorar defensivamente, e conseguimos isso para abrir uma diferença no placar."A melhor fase da seleção em quadra foi, curiosamente, quando o Brasil tinha quatro jogadores do COC (Nezinho, Alex, Renato e Thiagão - o outro era Thiago Spliter), time da casa e que também é dirigido por Lula. "Aqui é a seleção brasileira, e meu olhar é independente de clube, de camisa, se é time A ou B", desconversou o técnico.Lula considerou ainda importante os erros apareceram na partida. "O jogo mostrou que se não marcarmos bem, correremos sérios riscos", constatou o técnico da seleção. "O nosso maior defeito hoje foi de que estávamos sem energia."O ala Guilherme, um dos mais experientes da atual seleção brasileira, disse que a bronca de Lula no intervalo determinou a virada do jogo. "Talvez em função do placar elástico do primeiro jogo, entramos relaxados, mas fortalecemos a defesa e demos mais confiança ao ataque", disse.O técnico Carlos Gil, da Venezuela, destacou que sua equipe está num processo de reestruturação e que o Brasil tem um grupo mais estável. Ele não pôde utilizar o jogador Lugo, com contratura muscular, e nesta quarta-feira deverá definir o corte de três jogadores que não irão ao Sul-Americano do Uruguai.

Agencia Estado,

15 de julho de 2003 | 20h19

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