Brasil juvenil aprende com derrotas

Uma análise fria das estatísticas mostra que o Brasil Juvenil é o "saco de pancadas" do Campeonato Nacional de Basquete Feminino. Perdeu três dos quatro jogos que disputou, um deles uma surra inesquecível para Santo André (a desvantagem foi de 60 pontos). É o penúltimo colocado entre as oito equipes participantes da competição. Mas para o grupo e para o treinador Paulo Bassul nada disso conta. Está tudo bem. Esta é a melhor experiência que garotas de 18 anos podem ter na preparação para o Mundial Juvenil, de 14 a 22 de julho, na República Checa. "São coletivos de luxo. Quem teria um sparring como o nosso?", observou o técnico.O Brasil Juvenil volta à quadra só no dia 3, contra o último colocado no Nacional, a Univille/Joinville, em São Luis, Maranhão. A seleção está jogando no Nordeste, por causa de um acordo estabelecido pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) com a Federação Maranhense e o governo daquele Estado. As meninas estão hospedadas e treinando no Sesc, "em boas condições", segundo Bassul.O técnico explicou que está ensinando o time "a digerir bem as derrotas". Ele justificou observando que das oito equipes do torneio apenas uma, justamente o Brasil Juvenil, não tem o título do Nacional como meta. Bassul considera a competição apenas um meio de a equipe tentar passar pela fase de classificação do Mundial, que terá rivais fortíssimos como China, Rússia, Estados Unidos e Lituânia (a fraca Mali também está na chave), para estar entre as duas equipes que vão à semifinal na República Checa.A armadora Fabiana, as alas Fernanda e Isiane e as pivôs Kátia e Flávia, formaram a base no último jogo, mas o time titular não está definido. O técnico está alternando a equipe jogo a jogo. "Quero experimentar várias formações, testando o comportamento das atletas quando saem jogando e quando entram depois, saídas do banco." O time também terá ainda, no fim do Nacional, a volta de Érica, a pivô que está jogando no Vasco, e da ala Silvinha, que está contundida.

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