Guillaume Souvant / AFP
Guillaume Souvant / AFP

Brasil perde da Austrália no basquete e fica fora da Olimpíada

É a primeira vez desde 1992 que a seleção feminina não marca presença na competição

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2020 | 13h45

Depois de duas derrotas no Pré-Olímpico disputado em Bourges, na França, a seleção brasileira feminina de basquete tinha a dura missão de vencer a Austrália, segunda melhor seleção do mundo, para garantir a vaga olímpica. O Brasil se apresentou bem neste domingo, mas não foi páreo para as australianas. No final, foi derrotado por 86 a 72 e está fora dos Jogos de Tóquio-2020.

O time comandado pelo técnico José Neto teve uma exibição superior em relação aos dois jogos anteriores - derrotas para Porto Rico e França -, mas não foi suficiente. A oscilação em alguns períodos da partida, além da eficiência e do forte jogo coletivo da Austrália, foram determinantes para o revés que deixa o Brasil fora da Olimpíada pela primeira vez desde Barcelona-1992.

"Eu tenho orgulho dessas meninas. Fizemos um jogo de igual para igual com a vice-campeã do mundo. É claro que é triste ficar de fora da Olimpíada, mas fizemos um bom trabalho nos últimos sete meses e essas meninas evoluíram muito, de forma impressionante até mesmo quando eu comparo com times masculinos que eu dirigi", disse o técnico José Neto. O treinador se mostrou frustrado com o resultado e não garantiu sua continuidade no cargo.

A derrota para a Austrália era, de certa forma, esperada. O que complicou o Brasil no torneio foi o revés na estreia para Porto Rico, adversário teoricamente mais fraco, e que ficou com a vaga em Tóquio-2020. Será a primeira participação no megaevento do país caribenho. As portorriquenhas estavam nas arquibancadas acompanhando o duelo e se emocionaram ao final da partida. Elas fazem o jogo final do torneio diante da anfitriã França, que também está garantida em Tóquio.

Em quadra, o jogo se manteve equilibrado nos dois primeiros quartos, especialmente no segundo, período em que as brasileiras melhoraram a defesa. No entanto, os erros no ataque e o forte jogo coletivo aliado à eficiência das adversárias impediram que o Brasil liderasse o placar por ao menos uma vez.

A partida passou a ficar mais emocionante a partir do momento em que a pivô Damiris se encontrou. No início do terceiro quarto, ela acertou a sua primeira bola de três na partida e deu o ânimo de que o time brasileiro precisava. As comandadas de José Neto, lideradas por Damiris e também Érika, aumentaram a produção ofensiva e venceram o quarto por 27 a 22, tirando uma diferença considerável de pontos e encostando no placar geral, que, àquela altura, marcava 61 a 60.

No entanto, a irregularidade voltou a aparecer no último quarto e foi decisiva para que a vitória não viesse. Além disso, as australianas acertaram a mão, especialmente a pivô Liz Cambage, que, além do bom desempenho ofensivo, conseguiu dois tocos e se impôs diante das brasileiras. Houve um período em que os dois times sofreram um apagão e o placar de 72 a 68 permaneceu por alguns minutos, até que a equipe da Oceania voltou a pontuar e o Brasil, já sem Érika no final, fora pelo limite de faltas, viu o revés ser decretado por 86 a 72.

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