Calendário do basquete muda e terá datas para seleções

A Fiba (Federação Internacional de Basquete) anunciou neste domingo uma mudança importante no seu calendário masculino. O Mundial não existe mais e a partir de agora a competição passará a se chamar "Copa do Mundo". A edição de 2014 do torneio será a última no atual formato, com 24 times. A partir de 2019, a Copa do Mundo terá Eliminatórias durante dois anos e 32 seleções participantes.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 16h29

Com a mudança, a Fiba visa atender um desejo antigo das Federações, que é criar no calendário mundial do basquete um tempo maior para as seleções se reunirem. A comparação é com o vôlei, que divide o calendário entre clubes e equipes nacionais. Projeto semelhante para as mulheres será votado no ano que vem.

A decisão pela mudança foi tomada neste fim de semana, durante reunião do conselho da Fiba, em Kuala Lumpur, na Malásia. Antes, foram feitas consultas a diversos protagonistas do basquete no mundo e realizado um estudo dos parâmetros econômicos desta mudança.

Pelo novo calendário, que começa a valer depois dos Jogos do Rio, a Copa do Mundo (antigo Mundial) acontecerá em ano ímpar e por isso foi adiado de 2018 para 2019, continuando a ser jogado a cada quatro anos. Da mesma forma vai acontecer com os campeonatos continentais, que serão realizados com a mesma frequência, a partir de 2017.

Tal qual no futebol serão criadas janelas (datas Fiba) para jogos entre seleções, em novembro de 2017, fevereiro, junho, setembro e novembro de 2018, além de fevereiro de 2019. As seleções serão divididas em duas divisões, com sistema de promoção e rebaixamento e os jogos serão no sistema mandante/visitante.

"O basquete precisa. para expandir seu alcance e gerar um estímulo, nova dinâmica para o seu crescimento. Isso só pode acontecer se cada país jogar regularmente diante de sua própria torcida", comentou Yvan Mainini, presidente da Fiba.

O Secretário Geral da FIBA e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) Patrick Baumann acrescentou: "As seleções são a locomotiva do basquete em cada país. Nós precisamos proteger e melhorar o seu papel. Ao mesmo tempo, os clubes investem diariamente em nosso esporte e seu investimento também precisa de respeito e proteção".

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