Campeão olímpico em 2004, argentino Nocioni anuncia que vai deixar o basquete

Ala está defendendo o Real Madrid

Estadao Conteudo

03 de abril de 2017 | 10h18

Um dos grandes nomes da história do basquete argentino, o ala Andrés Nocioni decidiu colocar fim à sua carreira nas quadras. Nesta segunda-feira, ele usou as redes sociais para anunciar que vai se aposentar do esporte ao fim desta temporada com a camisa do Real Madrid.

"Terminou. Pretendo melhorar minha conduta e meus hábitos. E como tenho claro que não poderei mudar meu temperamento jamais, me aposento. Vou sair antes que me tirem do jogo", escreveu em uma carta publicada na sua página no Twitter.

Aos 37 anos, Nocioni é um dos poucos nomes da conquista da medalha de ouro olímpica nos Jogos de Atenas, em 2004, que ainda atua profissionalmente. Conhecido por seu estilo extremamente aguerrido e dedicado, o jogador explicou que vinha sofrendo com as frustrações da vida de atleta.

"Depois de tantas batalhas, decidi deixar de jogar a garrafa de água no chão a cada vez que me substituem, molhando meus companheiros, assistentes e torcedores. De arremessar toalhas, socar bancos, insultar o ar. Decidi amadurecer, senhores. Cansei de discutir com árbitros por erros que nunca saberemos se foram intencionais. Devo progredir. Meditei o suficiente. Basta de brigar com rivais, de noites sem dormir por vitórias com angústia ou derrotas que são punhais", justificou.

Nocioni viveu seus principais momentos na carreira com a camisa da seleção. Em uma geração que contava com nomes como os de Manu Ginóbili, Carlos Delfino, Luis Scola e Patricio Oberto, foi vice-campeão mundial em 2002 e medalhista de ouro na Olimpíada de Atenas, dois anos mais tarde, e de bronze em Pequim, em 2008.

Em 2004, chegou à NBA, onde atuou por oito anos no Chicago Bulls, Sacramento Kings e Philadelphia 76ers. Fosse com as cores do país ou dos diversos times que defendeu, foi sempre exaltado por sua entrega em quadra. Até por isso, o Real Madrid prometeu uma cerimônia festiva para homenageá-lo nesta terça.

"Vivi como joguei. Sempre fui honesto e entreguei meu coração em cada clube que defendi, todos os dias, em todos os treinos e todas as partidas. Deixo o basquete da maneira que quero deixá-lo: competindo no mais alto nível na Europa e em um clube de máxima hierarquia mundial", celebrou.

No total, foram quatro Olimpíadas disputadas por Nocioni, sendo que na última, no Rio, ele foi o grande carrasco da seleção brasileira. No confronto entre os países na primeira fase, o veterano marcou 37 pontos e foi o cestinha da vitória por 111 a 107, após duas prorrogações, que praticamente selou a eliminação do Brasil do torneio.

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