Guilherme Peixinho/ Divulgação
Guilherme Peixinho/ Divulgação

Caxias e Sport Recife disputam vaga de acesso ao NBB

Liga Ouro dá ao vencedor o direito de jogar a elite do basquete

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2015 | 19h21

Ainda que as finais deste ano não estejam definidas, a temporada 2015/2016 do Novo Basquete Brasil (NBB) começa a tomar forma. O Caxias do Sul Basquete (RS) entra em quadra nesta quarta-feira contra o Sport Club do Recife (PE), podendo fechar a série melhor de cinco jogos das finais da Liga Ouro. O campeonato dá ao vencedor o direito de disputar o NBB na próxima temporada.

Caxias lidera o playoff final por 2 a 0, com vitórias por 85 a 63 e 70 a 67, atuando diante de seu torcedor. Caso conquiste mais um triunfo, o Rio Grande do Sul voltará a ter um representante na elite do basquete brasileiro depois de seis temporadas. A última vez que isso aconteceu foi em 2008/2009, na primeira edição do NBB, com o Lajeado. “O estado, por tradição, forma muitos jogadores. Muito jogam na Liga. Seria importante o Rio Grande do Sul ser representado por uma instituição novamente”, afirma Rodrigo Barbosa, comandante do Caxias Basquete. 

Ele reconhece a força do rival, mas acredita numa boa atuação de sua equipe aliada ao fator pressão que os donos da casa terão de enfrentar para evitar uma ‘varrida’. “Eles não podem mais perder e isso pode nos favorecer dentro de quadra”, analisa.


Mas dessa vez, em Recife, os gaúchos terão de suar o dobro. Pelo menos é o que indica o retrospecto dos dois times durante a fase de classificação. Nos quatro jogos em que se enfrentaram, duas vitórias pra cada, sempre com o mandante à frente. “O fator casa pesa muito. Estar no Sport é diferente. A torcida é apaixonada, lota os ginásios, é o nosso sexto homem. É emocionante”, destaca o técnico do Leão, Ricardo Oliveira.

ENTROSAMENTO

Para gelar o calor da torcida nordestina e garantir o acesso, os caxienses apostam na experiência do veterano Guto ex- Flamengo e Palmeiras, e no entrosamento entre dois de seus principiais jogadores: o ala/pivô, Bruno José, e o armador, Cauê Verzola.

Velhos companheiros de seleção brasileira, Bruno e Cauê estavam no grupo que conquistou a quarta colocação no Mundial sub-19 da Sérvia, em 2007, e atuaram juntos no Lins Basquete, em 2012. ‘Em momentos complicados dentro do jogo, nós conseguimos nos comunicar só com olhares. Esse entrosamento é importante’, afirma Cauê, que foi o principal nome de Caxias do Sul na primeira partida, anotando um duplo-duplo, com 27 pontos e 11 assistências. Na segunda partida, destaque para o parceiro Bruno, com 14 pontos e dez rebotes.

Os dois têm a missão de parar um velho conhecido. O ala/pivô do Sport, Luciano Matão, já jogou ao lado de ambos em Lins. Foi companheiro de Bruno no tempos da extinta Uniara de Araraquara e disputou o NBB da temporada 2010/2011 com Cauê, em Assis.”O que a gente pode fazer é tentar minar os movimentos dele em quadra. Ele gosta bastante de arremessar e tem muita qualidade”, explica Bruno.

Matão anotou 14 pontos na segunda partida da final, melhor marca da equipe. Ele pretende usar no conhecimento que acumulou sobre os ex-colegas de time para tentar diminuir o poder ofensivo de Caxias, equipe mais eficiente nesta Liga Ouro. “Conversei bastante sobre eles com a comissão técnica, porque o Cauê foi um dos diferenciais nos dois primeiros jogos. Vamos tentar anular os pontuadores e construir uma vantagem, para depois administrar”. O Sport briga para sobreviver na série. Uma vitória hoje força o jogo 4, na próxima sexta, 8, em Recife. Se necessário o jogo 5, as equipes voltam para Caxias do Sul para decidir o campeonato no próximo dia 13.

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