CEF decide trocar CBB pelo atletismo

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) perdeu o patrocínio da Caixa Econômica Federal, após oito anos de parceria. O presidente da entidade, Gerasime Grego Bozikis, tentou desde dezembro renovar o apoio. Porém, teve na terça-feira, durante reunião com o ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, em Brasília, a confirmação de que a Caixa trocou o basquete pelo atletismo. Segundo Grego, o patrocínio com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é de R$ 1,5 milhão, R$ 500 mil a menos que o contrato de 2000 com a CBB. "Acredito num motivo de ordem política interna da Caixa", disse Grego, que desde janeiro sustenta-se com o contrato de R$ 4 milhões da CBB com a SporTV. "Em breve fecharemos outra parceria." Pelo menos, até junho, assegurou ter "caixa" para manter o calendário. De acordo com o levantamento feito pela própria CBB, além de resultados expessivos como o título mundial de 1994, a medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, em 1996, o bronze em Sydney, em 2000 (feminino), e o ouro no Pan-americano de Winnipeg, em 1999 (masculino), a Caixa teve retorno de mídia de R$ 354 milhões, em 2000. "Significaria 1.136 páginas de jornal e 691 horas de exposição na TV." Lamenta apenas a demora na confirmação do fim da parceria. "Tenho 10 mil peças de roupas da seleção com a marca da Caixa. Além disso preciso cumprir o calendário de seis seleções em ano de classificação para mundiais. Devemos fazer adequações como diminuir amistosos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.