COC/Ribeirão já trabalha por novo título

O COC/Ribeirão Preto não teve tempo para comemorar o tricampeonato paulista masculino de basquete, conquistado no domingo, contra o Corinthians/Mogi: já trabalha pelo bicampeonato do Nacional, que começa no domingo (estréia contra o Habib?s/Casa Branca). O objetivo é repetir 2003, quando conquistou os dois títulos.O técnico Lula Ferreira lembra que seu grupo de Ribeirão Preto está mais experiente nesta temporada. "Dos últimos três anos de Paulista, esta final com o Corinthians foi a mais difícil, mas o COC mostrou capacidade de jogar melhor no fim do jogo. Tivemos controle emocional. O time está mais maduro", analisa o treinador, também da seleção brasileira masculina. "Além disso, tivemos a presença maciça de público, não houve briga entre os jogadores e a arbitragem foi ótima."Lula está satisfeito com as atuações dos atletas de Ribeirão Preto. "O time ganhou muita personalidade durante o Paulista. O Nezinho subiu de patamar no nível dos armadores, está jogando com muito mais categoria. O Renato, capitão do time, é o termômetro da equipe, o jogador de finalização que bota a casa em ordem. Também ressalto Tiagão e Márcio, que jogaram no Palmeiras quando eu era o técnico."Mas quem realmente surpreendeu o técnico foi o armador Arthur, de 21 anos. "Quando o Alex foi para o San Antonio Spurs, na NBA, a diretoria queria contratar outro armador, mas eu preferi apostar no Arthur. Ele saiu do banco, com a responsabilidade de substituir um ídolo da cidade, e fez tudo muito bem. Com o basquete e a simpatia, conseguiu conquistar a todos", elogia Lula.De olho na estréia no Nacional, Lula mal pôde dar descanso aos atletas. "Dividi o elenco em dois grupos. O primeiro, com os que jogaram menos, os novos contratados e os juvenis, apresenta-se amanhã. O segundo grupo, com os titulares e o Lucas Tisher, apresenta-se na quinta-feira. O calendário é complicado, o time precisa de tempo para sair de uma competição e entrar em outra", reclama. "Os novos contratados são o Paulo, que veio de Santo André, e o Gilsinho, que teve formação universitária nos Estados Unidos."O técnico do time tricampeão soube lidar com a mesma situação na temporada anterior - o time levou o título estadual e o brasileiro. Por isso, não deve mudar o esquema de treinos. "Os titulares, principalmente, chegam com um decréscimo de produção porque estão desgastados. Não dá para manter o rendimento por tanto tempo. Mas em duas ou três semanas já devem estar todos bem. Vou começar o Nacional colocando para jogar quem não atuou muito no Paulista. A obrigação é manter o nível da equipe, independentemente se A, B ou C estiver em quadra", explica Lula.O técnico do Ribeirão Preto espera uma estréia complicada: "Será um adversário difícil (Casa Branca), apesar de ter remontado o time. No Nacional não tem moleza. Temos, no mínimo, dez times com capacidade para levar o título."Além da SporTV, a Rede TV vai transmitir algumas partidas do Nacional. "Precisávamos de uma tevê aberta para realmente chegarmos a toda população", comenta Lula.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2004 | 19h11

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