COC/Ribeirão repatria reforço dos EUA

O ala Gilsinho, de 24 anos, nem sabe seu peso e altura em quilos e metros - mede 6 pés e 5 polegadas e pesa 215 libras (o equivalente a 1,95 m e 97 quilos). A cultura do basquete norte-americano marca a vida do rapaz, sociólogo e filho do ex-jogador Gilson Trindade, que atuou com Oscar e Marcel na seleção medalha de bronze no Mundial das Filipinas, em 1978. Gilsinho passou os últimos quatro anos jogando basquete e estudando nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, desembarcou em São Paulo, para "adotar" o basquete brasileiro - foi contratado pelo COC/Ribeirão Preto e disputará o Campeonato Nacional, a partir de janeiro.Gilsinho comemorou a chance que terá de "revanche" contra jogadores como Demétrius e Rogério, "que me matavam quando eu ainda jogava aqui (no Brasil)". Disse que, mesmo nos EUA, nunca deixou de acompanhar o basquete nacional. Veio para ajudar o COC/Ribeirão a tentar o bicampeonato brasileiro. Quanto a integrar a seleção, afirma que "vai se dedicar 110%, se tiver condições, se o (técnico) Lula achar que deve chamar..."Gilsinho também acompanha a trajetória da seleção e acha que apesar de o time ter ficado fora da Olimpíada de Atenas, está em sintonia com o que há de mais moderno no mundo, tem uma geração talentosa "e atletas com garra, que sabem o que é pertencer à seleção de um país".Ele atuava em Franca quando foi para os EUA, para a Universidade do Colorado, por dois anos, e a Universidade do Kansas, por mais dois anos, onde se formou em sociologia. A cidadania americana - nasceu em South Kingston, em Rhode Island - facilitou a saída de Franca, onde aprendeu a jogar basquete, aos 6 anos, na escola do ex-armador Guerrinha, hoje técnico do Universo/Campos, do Rio.Jogou no mini de Santo André, com o técnico Valdemiro, "o Véio", no colégio Santo Américo, no Sírio e em Franca. "Eu tinha o passaporte americano e a chance de estudar e jogar fora", conta Gilsinho, dizendo que um curso universitário nos EUA custa cerca de US$ 4 mil por semestre, fora casa, alimentação e livros.Acha que aprendeu muito "por morar sozinho, conviver com uma cultura diferente". E também no basquete. "Eles ensinam detalhes que fazem a diferença no jogo." Ele chegou a treinar com o Portland Trail Blazers, da NBA, mas chegou tarde, "com o time já formado". Indicado pelo draft para uma liga da segunda divisão, a NBDL, decidiu voltar para o Brasil.

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