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Com 21 votos, Carlos Nunes vence ex-presidente e é reeleito na CBB

Dirigente venceu o pleito contra Gerasime Bozikis, Grego, que comandou entidade entre 1997 e 2009

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

07 Março 2013 | 19h13

RIO - Carlos Nunes, candidato da situação, foi reeleito e permanece no comando da Confederação Brasileira de Basquete por mais quatro anos. No cargo desde 2009, o ex-presidente da federação gaúcha tem novo mandato, até março de 2017. O estatuto, alterado, não lhe faculta o direto de concorrer a nova reeleição.

Nunes recebeu 21 votos no pleito realizado no Hotel Everest, em Ipanema, zona sul do Rio. A chapa da oposição, encabeçada por Gerasime Bosikis, o Grego, conseguiu apenas três votos, mas um deles, o da Federação do Rio Grande do Norte, sob intervenção, está sub-júdice. Houve duas abstenções e uma ausência, a do presidente da Federação Paulista, Toni Chakmati, que alegou razões de saúde – tem uma hérnia de disco – para não comparecer. Ele tampouco enviou representante.

Na noite anterior à eleição, a juíza em exercício da 37.ª Vara Cível do Rio, Veleda Suzete Saldanha Carvalho, deferiu o pedido de adiamento da assembleia que antecederia o pleito, formalizado pela Federação Maranhense. (FMB). Em seu pedido, Manoel Cid Lourenço Costa, da FMB, argumentou que os presidentes das federações não teriam tempo hábil para analisar o demonstrativo financeiro do exercício de 2012. No edital publicado no fim de janeiro, a CBB normatizou o acesso às contas da entidade. Os números ficariam disponíveis pela manhã, quatro horas antes do pleito. Os presidentes das federações poderiam acessá-los mediante agendamento prévio.

Nesta quinta-feira, às 14h50, os advogados da situação conseguiram derrubar a liminar. Bosikis quis retirar sua candidatura, mas, por pressão do presidente da Federação Cearense, acabou mantendo-a. Como terá 70 anos em 2017, é improvável que se candidate novamente. Mas ele ainda detém poder considerável no basquete: é presidente da Associação de Basquete Sul-Americano (Abasu) e é membro do comitê da Federação Internacional de Basquete (Fiba).

O balanço financeiro, entretanto, ainda não veio à tona. O estatuto determina que seja publicado num jornal de grande circulação até o fim de abril.

No balanço de 2001, o passivo da entidade atingia a cifra de R$ 6 milhões. Grego calcula que a dívida tenha chegado a R$ 10 milhões. No ano passado, a verba que ingressou nos cofres da entidade, com a soma de patrocínios, foi de R$ 22 milhões.

Finalmente, Carlos Nunes falou à imprensa. Optando por não ser transparente, o mandatário recusou os pedidos de entrevista encaminhados antes das eleições. "Vou trabalhar mais do que nos últimos quatro anos. Fico feliz que os presidentes continuam nos apoiando no nosso projeto porque ainda temos muito trabalho pela frente. Como presidente, fico orgulhoso de participar de duas Olimpíadas (Londres 2012 e Rio 2016) e mantenho o nosso objetivo, que é estar no pódio em 2016", disse ele.

Grego alega que deixou R$ 2,5 milhões em caixa. Ontem, Carlinhos contestou essas declarações, dizendo que na verdade recebeu uma dívida de R$ 11 milhões. O atual mandatário, no entanto, não embasa seu discurso com números oficiais.

Carlinhos se elegeu prometendo investir em todos os Estados. "Vamos entregar pisos de quadras, cronômetros e placares eletrônicos. Os dez primeiros serão entregues em 2013", afirmou, no melhor estilo candidato

Atualizada às 22h50

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