Jorge Bevilacqua/CBB
Jorge Bevilacqua/CBB

Com a presença de ídolos, CBB enaltece trabalho na base em evento

Wlamir Marques e Oscar Schmidt participaram de apresentação da janela das Eliminatórias ao lado de Leandrinho e Matheus Leoni, da seleção sub-15

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2018 | 13h47

Passado, presente e futuro. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) reuniu quatro gerações em evento para apresentação da janela de jogos pelas Eliminatórias para o Mundial da China, nesta terça-feira, em São Paulo. O Brasil enfrenta República Dominicana e Canadá nos dias 30 de novembro e 3 de dezembro, respectivamente, no Corinthians. 

Nada melhor do que um anfitrião que dá o nome ao ginásio para falar do assunto. "Estar aqui é muito gratificante para mim, tem um significado especial", afirmou Wlamir Marques, 81 anos, bicampeã mundial pela seleção brasileira e que defendeu o clube de Parque São Jorge por dez anos.

"Não tem melhor lugar para realizar os jogos do que aqui. A escolha foi espetacular. Você imagina o que é ter um jogador de basquete dando nome ao ginásio de um time de futebol. Poderia ser qualquer um. Sócrates, Rivellino, ou algum ex-presidente. Mas me escolheram. Este nome não me pertence mais e representa o basquete brasileiro", discursou, emocionado.     

O presidente da CBB, Guy Peixoto, também convidou para o evento Oscar Schmidt, 60 anos. O Mão Santa foi campeão brasileiro pelo Corinthians em 1996, além de representar o Brasil em inúmeras oportunidades, com cinco Jogos Olímpicos na carreira.

"Não tem palco melhor para o Brasil jogar. O (ginásio do) Ibirapuera é frio. A torcida fica longe. Aqui os torcedores ficam perto, pressionado. Será um momento diferente do basquete brasileiro. Todos em quadras vão lutar para representar bem o Brasil", afirmou o ex-jogador, que fez elogios ao presidente da CBB.  

"Há muito tempo que eu não torcia pela seleção brasileira. Tudo começa de cima para baixo. Se está podre lá no alto, aqui na parte de baixo também estará. Hoje temos um presidente diferente, que jogou basquete e está no comando. Agora tenho ânimo para torcer", acrescentou.   

A atual geração foi representada pelo armador Leandrinho, 35 anos, que estará em quadra nos jogos contra República Dominicana e Canadá. "O momento é outro. Estamos felizes em defender o Brasil. É uma satisfação jogar aqui. Claro que sou um pouco suspeito porque sou corintiano. Aqui é um templo do basquete.  Temos muitas histórias neste ginásio", afirmou.

O evento serviu também para o presidente enaltecer o futuro da seleção. Para ele, o trabalho na base, uma de suas plataformas na eleição, já dá resultado prático. O armador Matheus Leoni, descoberto em um torneio da CBB, representou o time campeão sul-americano sub-15. O Brasil conquistou o título no último sábado, ao derrotar o Uruguai na decisão na casa do rival.

"A base do time campeão (sub-15) saiu dos torneios de base que estamos realizando desde que assume como presidente", enalteceu. "Vamos fazer muito mais para continuar revelando talentos como o Matheus que está aqui."

Os ingressos para os jogos contra República Dominicana e Canadá já estão à venda. A CBB espera preencher os 7.100 lugares do ginásio Wlamir Marques. Os ingressos poderão ser adquiridos de forma online ou diretamente nas bilheterias do Parque São Jorge até o dia da partida. Há pacote para os dois confrontos.

 

 

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