W3haus/Divulgação
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Com projeto, Marcelinho Machado leva o basquete às escolas públicas

Ex-jogador coloca em prática sonho antigo e vai atender 150 crianças e jovens em dois núcleos no Rio de Janeiro

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2018 | 05h00

Após mais de 30 anos nas quadras e inúmeros títulos, Marcelinho Machado se aposentou em junho e, em 2019, realizará um sonho antigo. Em fevereiro, o ex-capitão da seleção brasileira passa a liderar um projeto social que tem a sua marca e vai levar o basquete para dezenas de jovens e crianças de escolas públicas do Rio de Janeiro.

Com o patrocínio da BV e da Universidade Estácio de Sá, o ‘M4 nas Escolas’ será lançado oficialmente no dia 13 de novembro, em evento no Villaggio JK, em São Paulo, e vai oferecer aulas no contraturno escolar em dois núcleos na Penha e Andaraí, bairros da zona norte do Rio.

“O basquete me deu tudo o que tenho, me fez eu ser quem sou. O esporte transforma, educa. A prática esportiva oferece valores importantes como disciplina, trabalho em equipe, liderança e respeito, que ajudam a lapidar o caráter e formam cidadãos. Essa é a proposta, um sonho que eu tinha, que está virando realidade, e que espero que possa ajudar esses jovens a realizarem também os seus sonhos”, afirmou o ex-jogador.

O projeto, segundo Marcelinho, foi amadurecendo ao mesmo tempo em que desempenhava o papel em quadra até se tornar realidade. “A ideia foi construída ao longo do tempo, principalmente por perceber o quanto o esporte foi importante na minha formação pelos valores que transmite, e também pela minha observação da sociedade, pela falta de oportunidade para todos.”

Até o início do projeto, em fevereiro do ano que vem, serão três etapas. A primeira, de reforma e pintura, começa em dezembro. As quadras receberão iluminação e equipamentos (bolas, aros, redes, etc...)

Em seguida, será a vez da orientação aos professores e instrutores, que serão capacitados com a metodologia desenvolvida por Marcelinho Machado com base em quatro pilares: saber, fazer, conviver e ser.

Por fim, as inscrições, que acontecem no começo de 2019, com capacidade para até 150 alunos (9 a 15 anos). Durante o ano letivo, além das aulas, os alunos poderão participar de torneios e diversas atividades, como gincanas, palestras e festivais.

Marcelinho vai participar ativamente. Ele considera fundamental o convívio com o ídolo. “Quero estar nas aulas, participar ativamente com os jovens e crianças, ser realmente o espelho do projeto. É fundamental ter alguém que alcançou um objetivo, teve sucesso na carreira esportiva próximo de você, ver que é possível, desde que exista muita persistência.”

Competidor nato, o ex-jogador não deixa de ser ambicioso e pretende, assim que possível, ampliar o projeto. Desde que o atendimento não fique fragilizado. “Prefiro atender 150 crianças por 10 anos de maneira intensa e bem do que aumentar o número de impactados e não entregar o que é necessário.”

 

 

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