Correção: Lenda do basquete visita projeto social no Rio

Lenda do basquete mundial, Kareem Abdul-Jabbar faz nesta semana, no Brasil, a primeira agenda externa oficial desde que foi nomeado embaixador cultural dos Estados Unidos, em 18 de janeiro. Maior pontuador da história da NBA e atleta que mais vezes ganhou o prêmio de melhor jogador da liga norte-americana - seis, uma a mais que Michael Jordan e Bill Russell -, ele está com 64 anos. E visitou nesta quinta-feira o complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, e depois falou com crianças de um projeto social sobre a importância da educação.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

26 de janeiro de 2012 | 15h01

No núcleo do programa "Rio Em Forma Olímpico" da Praça da Bandeira, na manhã desta quinta-feira, o ex-jogador norte-americano era esperado por cerca de 150 crianças, todas participantes do projeto. Chegou, sorriu, posou para fotos, discursou e respondeu às perguntas da meninada. Para o pequeno Matheus, de 12 anos, que treina como armador no projeto - são 399 unidades em 115 bairros do Rio, com 17 mil crianças e 6,2 mil adultos atendidos -, o que mais chamou atenção foram os 2,18m de altura de Kareem Abdul-Jabbar.

E não foi só Matheus. Perguntas como "quanto você calça?" surgiram - e provocaram risadas do ex-jogador - no momento de interação com as crianças. Questionado sobre quantos pontos marcou na carreira a mais que Michael Jordan, Kareem Abdul-Jabbar sorriu. "Marquei mais pontos que ele, não sei quantos. Mas ele não é o número um, eu sou", disse. Ao todo, foram 38.387 pontos marcados, 6.095 a mais que Michael Jordan, terceiro maior pontuador da história da NBA, com 32.292 - entre eles, está Karl Malone, com 36.928.

Não é de se espantar que o público infantil tivesse no máximo "ouvido falar" do ex-jogador, que deixou as quadras em 1989. Nascido no Harlem e batizado Ferdinand Lewis Alcindor Jr., ele adotou o nome muçulmano em 1971, depois de se converter ao islamismo. Kareem Abdul-Jabbar marcou época no Los Angeles Lakers, mas começou a carreira profissional no Milwaukee Bucks. No primeiro ano de NBA, levou o modesto time ao segundo lugar da antiga Divisão Leste e foi eleito a revelação o campeonato. Na temporada seguinte, foi campeão.

No total, ele conquistou seis títulos da NBA. Participou 19 vezes do Jogo das Estrelas e integrou o All-NBA First Team (prêmio para os melhores da temporada) em dez anos. "A carreira de atleta dura muito pouco. A educação tem uma enorme influência no que vai acontecer na sua vida depois de parar de jogar", disse Kareem Abdul-Jabbar, que se aposentou aos 42 anos. Depois disso, foi treinador, escreveu livros, fez pontas em filmes e séries de televisão, venceu uma leucemia e, desde a semana passada, ocupa o novo cargo no governo norte-americano.

O ex-jogador elogiou o basquete brasileiro. "Está indo muito bem. Há alguns jogadores na NBA, como Leandro Barbosa e Nenê. Espero que isso se torne cada vez mais comum", afirmou. Aos jornalistas, ele disse estar familiarizado com a cultura do País. "Parte da minha família é de Trinidad e Tobago, então conheço muitos costumes da América do Sul. Lá, eles também têm Carnaval, por exemplo. Há muitas similaridades", contou Kareem Abdul-Jabbar.

Outra lembrança que ele tem do Brasil é de Pelé. Os craques se conheceram no início dos anos 1980, quando gravaram, com o ex-piloto de Fórmula 1 Mario Andretti, um comercial do videogame Atari. "Acho ele (Pelé) uma pessoa maravilhosa. Espero encontrá-lo enquanto estou no Brasil", disse Kareem Abdul-Jabbar, que fica no País até domingo. Depois de ter passado também por Salvador, a agenda oficial no Rio termina nesta sexta-feira, com visitas à sede do Flamengo, na Gávea, e à favela da Mangueira, na zona norte da cidade.L

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