Criticada, CBB afirma estar pagando por convite ao Mundial na Espanha

Secretário-geral da Fiba não vê entidade nacional em condição de quitar sua dívida até 2016

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2014 | 18h38

SÃO PAULO - Dois dias depois de o secretário-geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, fazer uma dura advertência ao basquete brasileiro e cobrar um trabalho melhor da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a entidade se defendeu nesta segunda-feira. Explicou que rejeitou sediar os pré-olímpicos pelos alto custos envolvidos e disse esperar um convite para os Jogos do Rio/2016.

No trecho mais curto, mas que abre o comunicado emitido nesta segunda, a CBB garante que: "o que foi acordado entre a CBB e a Fiba para o Brasil participar do Mundial da Espanha está sendo fielmente cumprido".

A Fiba Américas, porém, alega outra coisa. Na entrevista de sábado, durante evento do NBB (Novo Basquete Brasil), Garcia alegou que CBB pagou uma parte da doação à Fiba (1 milhão de francos suíços, cerca de R$ 2,6 milhões), relativa ao convite para o Mundial, e se comprometeu a quitar o restante até 2016. Mas ele não vê condições de que isso seja cumprido.

"A CBB tem que mudar sua gestão. Falta-lhe credibilidade. É claro que é impensável o Brasil organizar os Jogos de 2016 e não participar no basquete. Mas essa vaga não está garantida. O Brasil terá que fazer bom trabalho no Mundial e terá que participar do Pré-Olímpico também", reclamou.

A CBB respondeu que "espera que a entidade internacional mantenha o mesmo critério dos Jogos de Londres/2012 e de edições anteriores, quando convidou a seleção do país-sede para participar da competição".

Garcia disse ainda que o Brasil manifestou interesse em sediar os Pré-Olímpicos masculino e feminino de 2015, mas não pagou as taxas. "A taxa de cada evento era de US$ 15 mil. Se o Brasil não tem US$ 30 mil, o que se pode dizer do basquete brasileiro?", questionou.

Aqui a versão da CBB é muito diferente. "As taxas de ''sediamento'' cobradas pela FIBA Américas são de 5 milhões de dólares para o masculino e de 300 mil dólares para o feminino. Além das taxas, o ''sediante'' assume todos os custos de realização dos eventos e é responsável ainda pelos custos de sinal de satélite e transmissão de todos os jogos."

O secretário-geral da Fiba Américas ficou especialmente irritado com a recusa de um convite para um torneio sub-18 feito pela Euroliga em Milão. "Há um torneio sub-18 que faz parte da programação do Final Four da Euroliga. A entidade chamou o Brasil, mas a CBB disse que não havia dinheiro".

Para isso, a resposta foi de que: "A participação não fazia parte do calendário oficial divulgado pela CBB em novembro de 2013. Por se tratar de um evento novo, o convite à CBB só foi feito no início deste mês, não havendo, portanto, previsão orçamentária para suportar as despesas de preparação e viagem".

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