De olho na NBA, Lucas Bebê treina com lenda Hakeem Olajuwon

Aposta dos Raptors, o brasileiro fez trabalho específico para jovens pivôs em Las Vegas e contou com a 'orientação' do mito nigeriano

Estadão Conteúdo

29 de agosto de 2014 | 14h30

Para não fazer feio em sua temporada de estreia na NBA, o pivô Lucas Bebê intensificou os treinos nas últimas semanas. Além de ter participado da Summer League com sua nova equipe, o Toronto Raptors, ele realizou um período de trabalhos específicos para jovens pivôs em Las Vegas e começou a treinar com alguém que sabe tudo da posição, a lenda da liga norte-americana Hakeem Olajuwon.

"É como um sonho poder treinar com ele, uma experiência difícil de explicar. Estou aprendendo muito, sugando tudo o que posso, aproveitando mais e mais a cada dia. É fascinante, fico feliz por ter essa oportunidade, pelo Toronto estar investindo em mim, me proporcionando isso. Esses treinos estão me ajudando muito, me tornando um jogador mais completo, mais capaz, estou aproveitando cada minuto de quadra para fazer meu jogo evoluir", afirmou.

Ainda jovem, aos 22 anos, Lucas Bebê não poderia ter professor melhor para ensinar os segredos dos garrafões na NBA. O nigeriano Olajuwon é um dos principais pivôs da história do basquete, tendo escrito seu nome entre os anos 80 e o início dos anos 90, com a camisa do Houston Rockets. Pelo time texano, aliás, conquistou seus dois títulos da liga norte-americana, nas temporadas 1993/1994 e 1994/1995.

Depois de liderar o Rockets por 17 anos, Olajuwon encerrou sua carreira justamente no Toronto Raptors em 2002. Talvez por isso, a relação entre ambos seja boa e a franquia canadense tenha indicado a Lucas Bebê o ex-pivô para os treinamentos. Durante toda sua carreira, o nigeriano foi conhecido justamente por seu jogo técnico e bons arremessos, o que é considerado o ponto fraco do brasileiro.

Lucas Bebê é uma das esperanças do Raptors para a próxima temporada da NBA. Ele vem de boas exibições na Espanha, onde foi eleito o melhor defensor da liga no ano passado, mas ainda é considerado um pouco cru para a liga norte-americana. Em Toronto, ele terá a companhia de outro brasileiro, Bruno Caboclo, neste início de caminhada.

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