Depois de impasse, Lituânia consegue jogar pelo Mundial

Após passar por problemas para conseguir o visto de entrada no Brasil, a seleção da Lituânia finalmente pôde fazer, nesta quarta-feira, a sua estréia no Mundial de Basquete Feminino. As lituanas entraram na quadra do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, para enfrentar o Canadá um dia depois de terem perdido por W.O. para a Austrália. O jogo contra as canadenses era válido pela segunda rodada do Grupo B. O impasse começou por causa da proibição da entrada da seleção européia no País por parte do governo brasileiro. As lituanas realizaram seu período final de treinamentos em Martinica, e não pôde pegar um vôo direto para Belém, no Pará. Teve de fazer uma escala na Guiana Francesa, que sofre um surto de febre amarela. Pela legislação sanitária, seriam necessários dez dias entre a vacinação, que foi dispensado depois de uma negociação que envolveu a Federação Internacional de Basquete (Fiba), a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e três ministérios: Saúde, Relações Exteriores e Esportes. O governo brasileiro, então, autorizou a entrada da seleção da Lituânia, embora as jogadores e a comissão técnica não tenham cumprido o período de dez dias de quarentena para a entrada no país após vacinação contra a febre amarela. A chegada a São Paulo foi na noite de terça, algumas horas depois do horário previsto para começar a partida contra a Austrália. De acordo com a definição do Congresso Técnico da Fiba, o placar da partida foi 2 a 0 para as australianas e a Lituânia recebeu o ponto regulamentar pela derrota - nas regras normais, o WO vale um placar de 20 a 0 e o desconto de um ponto, mas os dirigentes consideraram que a seleção lituana não teve culpa pelo problema.

Agencia Estado,

13 Setembro 2006 | 17h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.