Desfalques atrapalham time de Barbosa

Das 23 jogadoras convocadas pelo técnico Antonio Carlos Barbosa, 14 delas iniciaram nesta segunda-feira, em Ribeirão Preto, a segunda etapa de preparação da seleção brasileira feminina de basquete que disputará o Campeonato Mundial, na China, entre 14 e 25 de setembro. Nove delas ainda disputam campeonatos por seus clubes, sendo oito na WNBA e uma na Coréia do Sul. Dessa maneira, a única alternativa de Antonio Carlos Barbosa é monitorá-las pelas estatísticas da internet. Mas ele não sabe como o atraso na formação do grupo influenciará seu time no Mundial. "A situação é complicada e espero que isso prejudique só a parte coletiva, não a individual", disse o treinador.Na WNBA, apenas Janeth (Houston Comets) e Adrianinha (Phoenix Mercury) são titulares em suas equipes, enquanto que Helen (Washington Mystics) está sendo freqüentemente utilizada. Kelly (Detroit Shock) está atuando há poucas rodadas e Claudinha, Iziane, Érika e Cintia Tuiú jogam pouco. "São confrontos de times de alto nível, mas elas perdem entrosamento e condição de jogo, tornando o grupo heterogêneo", avaliou o treinador da seleção.Não é porque atuam no exterior, principalmente na WNBA, que essas jogadoras estão garantidas no Mundial. "Não é tão simples, a vantagem ocorre se estão jogando", avisou Barbosa. Ele nem sabe, ao certo, quando poderá contar com Alessandra, que joga na Coréia do Sul.E amistosos preparatórios? Por enquanto, nada. Nesse ritmo, as 14 jogadoras começaram a treinar nesta segunda-feira. Sabem apenas que, em 21 de agosto, irão treinar no Rio e, em 31 de agosto, viajam para um torneio na Austrália. De lá, para o Mundial da China. Mas a maioria das jogadoras que estão em Ribeirão deverá ser cortada do grupo. E Barbosa ainda não tem um time formado. Os adversários do Brasil, no grupo B do Mundial, serão a anfitriã China, Senegal e Iugoslávia. Três classificam-se para a fase seguinte.

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