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Destaque na Europa, Augusto Lima tenta entrar na NBA

Ala-pivô atua há mais de sete anos na Espanha e já tem passagens pela seleção brasileira principal

GUILHERME DORINI E RENAN FERNANDES, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2013 | 07h50

SÃO PAULO - Melhor ala-pivô do Eurocamp, em Treviso, evento com os principais candidatos internacionais para o draft da NBA. É com esta credencial que Augusto Lima chega para buscar seu lugar na principal liga de basquete do mundo, nesta quinta-feira, em Nova York.

Formado nas categorias de base do Fluminense, e com rápida passagem pelo Franca-SP, o jogador de 21 anos e 2,08m atua há mais de sete anos no Unicaja Málaga, da Espanha. Em sua última temporada teve médias de 2,6 pontos, 2,3 rebotes, 0,2 assistência, 0,2 roubo de bola e 41,9% de aproveitamento nos arremessos de quadra.

Em 2011 e 2012, Augusto foi convocado para defender a seleção brasileira principal, na Copa América e no Pré-Olímpico, respectivamente. Muito elogiado pela imprensa interacional por seu atleticismo, o carioca despertou interesse de 10 franquias antes da noite do recrutamento.

Confira a entrevista que o Estado fez com Augusto Lima e seu empresário, Aylton Tesch:

ESTADO - Qual sua expectativa para o draft?

Augusto: Sempre criamos a expectativa máxima, que vai ser escolhido. Porém, eu acho que o importante é a gente treinar duro o dia a dia e o que tiver para acontecer vai acontecer.

ESTADO - Se você for selecionado, já vai direto para a NBA ou pensa em desenvolver seu jogo na Espanha?

Augusto: Tudo tem seu tempo e sua hora. Tenho que ir devagar e na hora certa tem que dar o salto, mas agora eu tenho que melhorar muitas coisas e eu penso em ir devagar. É melhor ir devagar do que tentar ser apressado e não dar certo.

ESTADO - Após o sucesso no Eurocamp, em Treviso, onde você foi eleito o melhor jogador da posição 4, alguma equipe já entrou em contato com vocês?

Aylton Tesch: A partir de hoje o Augusto não volta para Los Angeles (local onde estavam sendo feitos treinos). Ele tem de nove a 10 treinamentos, começando pelo Golden State Warriors.

ESTADO - E esse convite do Golden surgiu lá na Itália?

Aylton: Perfeito, assim como os outros nove clubes.

ESTADO - Como funciona essa escolha?

Aylton Tesch: Os clubes vêm acompanhando o Augusto lá na Europa nos últimos três anos. Nessa época do Draft existe um contato meu com o clube e uma sondagem do clube conosco. Depois definimos os times que precisam de jogadores na posição dele e mandamos para lá para fazer treinamentos perante os técnicos e diretores, para que ele seja avaliado.

ESTADO - Quais são as melhores qualidades do seu jogo?

Augusto: Minha energia e minha corrida, principalmente no contra-ataque.

ESTADO - O que precisa melhorar para entrar no padrão NBA?

Augusto: Principalmente meu chute (arremessos).

ESTADO - A sua posição é muito concorrida na seleção brasileira, isso acaba atrapalhando um pocuo sua visibilidade? Tanto para o público nacional, quanto para os norte-americanos?

Augusto: Nós temos jogadores excelentes na seleção e aqui na NBA. Mas é o meu sonho, então não tem que temer a ninguém. A oportunidade está ai, eu tenho que agarrar ela com todas as forças que eu tenho e não importe contra quem eu jogue. Eu tenho ir lá fazer o meu melhor.

ESTADO - Como foi sua mudança para Europa?

Augusto: Eu mudei para a Europa seis ou sete anos atrás. Eu jogava no Franca, em São Paulo, e minha família não pode ir. A minha família sempre que podia me visitava, então não ficava tão sozinho. Também tinha um tutor que me ajudava 24 horas, o clube foi bem atencioso neste ponto.

ESTADO - E quais foram suas maiores dificuldades?

Augusto: A família em primeiro lugar, né? Foi muito difícil ficar longe da minha família, mas eu já estava acostumado porque eu fiquei um ano em Franca.

ESTADO - Como seria uma nova mudança, agora para os Estados Unidos?

Augusto: Quando você tem um sonho não acaba pensando nestas coisas. Você só pensa nos benefícios, nunca pensa que vai mudar de país, estar em outra cultura. Você tem que por o sonho em primeiro lugar e deixar acontecer.

ESTADO - Você fala inglês?

Augusto: Falo... Eu ‘arranho’, mas estou melhorando o inglês.

ESTADO - E o espanhol?

Augusto: Eu estudei lá na Espanha então eu falo e leio o espanhol.

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