Stephen Lew/USA Today Sports
Stephen Lew/USA Today Sports

Didi fala sobre nervosismo na estreia da NBA e relação especial com a seleção

Brasileiro estava na Austrália para ganhar experiência até chegar à principal liga de basquete do mundo

Redação, Estadão Conteúdo

20 de maio de 2021 | 11h14

Uma das promessas do basquete nacional, Didi Louzada participou de uma videoconferência com jornalistas. O ala contou como foram seus anos na Austrália, o processo de adaptação à NBA e a seleção brasileira, entre outras coisas. Draftado na 35.ª posição em 2019, chegou somente agora na maior liga do mundo. Tinha seus direitos ligados ao New Orleans Pelicans, mas só foi requisitado nesta temporada e se apresentou para os três últimos jogos da temporada. Sua estreia aconteceu na último dia 12, contra o Dallas Mavericks, e ele contou como que foi essa experiência.

"Eu estava um pouco nervoso, assim como todo jogador que vai fazer sua estreia na NBA. Estava com um frio na barriga antes de entrar na quadra. Quando ele (técnico Stan Van Gundy) me chamou, disse ‘vai lá e pega o Luka Doncic’. Fiquei muito honrado por marcar um dos melhores jogadores da liga, isso não tem preço", declarou Didi.

Sobre os seus anos na Austrália, o novo camisa 0 dos Pelicans contou sobre o seu processo de evolução e coisas que aprendeu jogando no país da Oceania. Falou que os dois anos no Sydney Kings também foram importantes para ele crescer como atleta.

"Os dois anos que eu estive na Austrália foram os dois anos mais importantes na minha carreira como jogador e na minha vida. Aprendi bastante por lá. Desenvolvi mais o meu jogo defensivo por lá e o meu 'ball-handling' (controle de bola). Preciso continuar melhorando muito, mas nesses dois aspectos a passagem por lá me ajudou muito", destacou o brasileiro.

Outro assunto falado por Didi foram as diferenças entre as ligas. Começando pela brasileira, passando pela Austrália até chegar na NBA. Para ele, a velocidade do jogo é o que mais muda entre esses torneios.

"Sempre tem diferença entre as ligas. No Brasil, o jogo era mais fechado, mais tático. Na Austrália eu senti um pouco quando cheguei porque o jogo já era mais rápido, além de ainda ser muito tático. Mas o que eu mais senti quando cheguei na NBA foi a velocidade do jogo, que é maior do que no Brasil, na Austrália ou do que qualquer outro lugar, além de ser muito mais espaçoso. Então você sempre tem que estar atenTo, na defesa e no ataque para ver o que vai fazer. Em questão de segundos as coisas se resolvem", comentou.

Por fim, Didi falou sobre a seleção brasileira e a Olimpíada de Tóquio-2020. O Brasil ainda irá disputar o Pré-Olímpico em Split, na Croácia. Dentro da pré-lista de 25 jogadores do técnico croata Aleksandar Petrovic, ele falou sobre sua relação com a equipe nacional e o que espera para esse desafio, embora não saiba se será liberado para o torneio.

"Comecei com a seleção em 2015, em um Sul-Americano na Venezuela, e desde então vim numa crescente muito alta. Depois, na sub-21, tivemos um encontro com o Petrovic e ele falou que estava observando alguns jogadores jovens. Agora, estou feliz por estar pré-convocado, mas não sei. Preciso conversar com os Pelicans, ainda não tive tempo de respirar, mas espero resolver tudo nas próximas semanas", finalizou.

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