Caio Casagrande/Divulgação - LNB
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Divergência quanto ao calendário ameaça participação de paulistas do NBB no Estadual

Toni Chakmati, presidente da Federação, não abre mão de encerrar seu campeonato em dezembro, o que afronta interesses de clubes, NBB e jogadores

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2014 | 20h04

SÃO PAULO - O Campeonato Paulista de 2014 corre o sério risco de não contar com a participação das nove equipes que disputam o NBB (Novo Basquete Brasil). A liga nacional pretende que o estadual se encerre em outubro, mas Toni Chakmati, o presidente da FPB (Federação Paulista de Basquete), não abre mão de encerrar seu campeonato em 5 de dezembro.

"Quem concorda com essa data sou eu. Quem manda no meu campeonato sou eu. Ele vai até o dia 5 de dezembro e disso não abro mão".

Cássio Roque, presidente da LNB (Liga Nacional de Basquete), tentará dissuadir Chakmati. "Os clubes paulistas que participam do NBB têm o maior interesse em participar do Paulista. Vamos nos reunir após o Carnaval e depois pediremos uma reunião com o presidente da Federação. Queremos chegar a um consenso pelo diálogo".

Roque disse que é razoável que o Paulista se encerre em outubro. Ele pretende antecipar o início do NBB para esse mesmo mês. A temporada 2013/14 da principal competição nacional começou no dia 9 de novembro. "Há dois anos não fazemos o Interligas (campeonato que reúne equipes do Brasil e da Argentina) porque os calendários não coincidem. A liga argentina começa em outubro e a nossa, em novembro. Além disso, as equipes dos outros estados têm dificuldade para contratar os jogadores, porque o NBB termina em maio. É ruim pagar salários por tantos meses e utilizá-los em competição apenas de novembro a maio", diz Roque.

Dirigentes de outros clubes paulistas não são tão diplomáticos como Roque, e já antecipam um cenário em que não participarão do Estadual. Planejam até formatar uma copa para reunir as nove equipes e mantê-las em atividade. Os dirigentes da Associação de Atletas Profissionais de Basquete do Brasil, cada vez mais influente, também estão firmes na decisão de não disputar os dois campeonatos paralelamente.

 

 

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