Arquivo/ EFE
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Dono de franquia da NBA, investidor e produtor de tequila: Michael Jordan completa 58 anos

Lenda do basquete americano apresenta carteira de investimentos diversificada, atua em causas sociais e batiza uma das linhas de tênis mais vendidas no mundo, além de série de sucesso na Netflix

Raul Vitor, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2021 | 11h51

Considerado o melhor jogador de basquete da história, Michael Jordan completa 58 anos nesta quarta-feira envolvido em alguns projetos. O ex-jogador tornou-se um empresário bem sucedido depois das quadras e está na lista de atletas que mais fizeram dinheiro no esporte nos últimos anos. Ele possui uma carteira de investimentos diversificada. Sua fortuna está alocada no basquete, no beisebol, na marca que carrega seu sobrenome, no mercado de games, no automobilismo e até na produção de tequila. 

Após período distante dos holofotes, Michael Jordan voltou a ser o centro das atenções no ano passado com o lançamento do documentário da Netflix The Last Dance, que reviveu sua trajetória vitoriosa no Chicago Bulls, e pela atuação filantrópica nos Estados Unidos. Seu ato mais recente de generosidade foi ter doado, no início desta semana, R$ 54 milhões para a construção de duas clinicas médicas em sua cidade natal, Wilmington.

Jordan vive na cidade de Jupipter, localizada há cerca de uma hora e meia de Miami, na Flórida, sul dos Estados Unidos. É de lá que controla seu patrimônio estimado em cerca de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,5 bi) pela revista Forbes. A maior parte desse montante está concentrada no esporte em que o ex-jogador virou lenda, o basquete. Ele é sócio majoritário do Charlotte Hornets, que disputa a Coferência Leste da NBA. Ou seja, é o dono da franquia. 

Ele também possui investimentos no beisebol, esporte que chegou a disputar profissionalmente em meados de 1993. Sim, Michael Jordan abandonou o basquete após conquistar três títulos seguidos da NBA com o Chicago Bulls para jogar no Birmingham Barons, time da terceira divisão do beisebol americano, filiado ao tradicional Chicago White Sox. No beisebol, ele é sócio minoritário do Miami Marlins, que atua na Divisão Leste da Liga Nacional. 

O ex-jogador ainda colhe frutos de sua parceria com a Nike, estabelecida nos anos 80. Seu sobrenome batiza a terceira linha de produtos mais vendidos da empresa do ramo esportivo e é uma paixão entre os adeptos do basquete e do estilo de vida americano. Os itens de maior desejo são, sem dúvidas os tênis da linha Jordan. Para se ter ideia, três deles preencheram o pódio dos mais vendidos de 2020, segundo a Lyst. Dentre os três pares, o Air Jordan 13 Retrô "Flint Grey" foi o mais procurado. Ele custa R$ 899. 

Michael Jordan também investe no mercado de games. Em 2018, liderou um grupo de investidores que desembolsou cerca de US$ 26 milhões na AXiomatic Gaming, segundo a Bloomberg. A empresa é proprietária da Team Liquid, considerada uma das organizações de eSports mais valiosas do mundo. Este ano, Jordan foi impactado pelo movimento que inflou a ação da varejista GameStop. O ex-jogador apostou na queda da ação e teve prejuízo. 

Outro ramo de investimento de Jordan é a produção de bebidas de luxo. Mais especificamente a tequila. Uma garrafa do item de sua marca custa cerca de US$ 1,8 mil (R$ 10,3 mil). A bebida é produzida em parceria com a sócia do Los Angeles Lakers Jeanie Buss, o sócio do Milwaukee Bucks Wes Edens e o casal formado por Wyc Grousbeck, sócio do Boston Celtics e sua noiva, Emilia Fazzalari. 

No fim do ano passado, o astro do basquete entrou para o automobilismo. Jordan tem uma equipe na Nascar, principal categoria americana de Stock Car, e estreou com a presença do único piloto negro do grid, Bubba Wallacenesta segunda-feira. Jordan completa 58 com saúde e bastante ativo.

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