Elaine Thompson/AP
Elaine Thompson/AP

Draft da NBA em 2017 tem fartura de armadores e franquias tradicionais no topo

Após troca, Philadelphia 76ers terá pelo segundo ano seguido a primeira escolha e deve apostar em Markelle Fultz

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 07h00

A temporada da NBA ainda não acabou. Apesar do título já garantido pelo Golden State Warriors, ainda restam dois grandes eventos para o calendário da principal liga de basquete do mundo ser encerrado oficialmente. Além da premiação dos melhores de 2016-2017 marcada para o próximo dia 26, o moderno ginásio Barclays Center, em Brooklyn, recebe nesta quinta-feira o recrutamento do Draft. O evento começa às 20h e terá transmissão da ESPN Brasil.

O Draft é o caminho de entrada para a NBA. Ao todo, 60 jogadores, na maioria integrantes de universidades dos Estados Unidos, são selecionados pelas franquias para jogar na liga. Também podem ser escolhidos estrangeiros que tenham se listado antecipadamente para o recrutamento. Dois brasileiros se inscreveram e estão na briga por uma vaga este ano: Georginho e Wesley 'Mogi' (ambos do Paulistano).  O ala Lucas Dias, também do Paulistano, é considerado elegível por conta de uma regra que torna elegível todo prospecto internacional que complete 22 anos no ano do Draft. Mas as chances são remotas. 

A ordem das escolhas é definida através de um sorteio entre os times donos das 14 piores campanhas da temporada anterior. Quanto pior foi seu desempenho, mais números você ganha para o sorteio. Esta é uma forma encontrada nos esportes norte-americanos para equilibrar suas competições. Mas as equipes podem trocar suas escolhas, isso explica porque nem todos escolhem novos jogadores em alguns anos. Algumas vezes, as equipes optam por adquirir os direitos dos atletas mas deixam eles atuando fora dos EUA. 

Assim como aconteceu em 2016, o Philadelphia 76ers será responsável por fazer a primeira seleção em 2017. A franquia adquiriu este direito após negociação com o Boston Celtics na última segunda-feira. Em troca, a franquia de Massachusetts recebeu o direito de duas escolhas. A terceira deste ano e uma de 2018 (se ficar entre a 2ª e 5ª) ou a de 2019 (não podendo ser a 1ª).

O objetivo do 76ers em passar da terceira para a 1ª posição é a possibilidade de ficar com o armador Markelle Fultz, da universidade de Washington, considerado o maior talento desta geração. Como o Boston já conta com uma estrela no setor, Isaiah Thomas, o negócio não foi considerado ruim.

"Achamos que existe uma enorme chance de que o jogador que escolheremos na terceira posição seja o mesmo que escolheríamos na primeira", disse o presidente e ex-jogador da franquia Danny Ainge. Os alas Josh Jackson, de Kansas, e Jayson Tatum, de Duke, aparecem como os preferidos pelo time.

Dono da segunda escolha, o Los Angeles Lakers deve escolher outro armador: Lonzo Ball, da universidade de UCLA. Comparado com Jason Kidd, o atleta é natural da Califórnia e nunca escondeu o desejo de defender a franquia do estado onde nasceu. Pesa contra o jogador o ego de seu pai, que sempre aparece nas manchetes com declarações polêmicas. LaVar Ball, ex-jogador da NBA, já afirmou que seu filho é melhor que o duas vezes MVP da NBA Stephen Curry. Em outra oportunidade, o patriarca da família Ball disse que cobraria 1 bilhão de dólares da empresa de material esportivo que quisesse assinar com seus três filhos (Lonzo, LiAngelo e LaMelo).

Os armadores De'Aaron Fox (Kentucky), Dennis Smith (NC State), Frank Ntilikina (França), os alas Jonathan Isaac (Florida St.) e Malik Monk (Kentucky), e o pivô Zach Collins (Gonzaga) também são cotados para ficarem entre as 10 primeiras escolhas.

PROBLEMAS NO PASSADO

Ter a primeira escolha é uma vantagem e um pesadelo para algumas franquias. São vários os casos de escolhas erradas por parte dos times, que deixam grandes talentos escaparem. Talvez quem mais sofra com isso seja o Portland Trail Blazers. Em 1984, o Houston Rockets optou por selecionar na primeira posição o pivô Akeem Olajuwon. O nigeriano era uma estrela no estado do Texas por ter passado pela universidade de Houston, por isso a escolha era justificável. 

Já o Trail Blazers não tem explicação para sua opção. Dono da segunda escolha de 1984, a franquia de Oregon recrutou Sam Bowie e deixou para o Chicago Bulls ninguém menos que Michael Jordan.

Em 2007 era a chance da redenção. O Portland Trail Blazers tinha a primeira escolha geral e foi na aposta que não tinha erro: Greg Oden. O pivô de Ohio State era disparado o melhor nome disponível. Mas assim que virou profissional, o jogador começou a sofrer com problemas nos joelhos e nunca conseguiu jogar em alto nível. Foram apenas 82 jogos nos cinco anos que esteve no Blazers. 

Enquanto isso, a azarada franquia assistia Kevin Durant, o outro grande jogador do draft de 2007 brilhar pelo Seattle Supersonics, que depois se transformaria no Oklahoma City Thunder.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.