Em algumas arenas da NBA, o público é menor que o previsto

Apesar de quase todos os ingressos estarem vendidos, muitas cadeiras tem ficado vazias nos jogos da temporada

Howard Beck, The New York Times

27 de dezembro de 2008 | 16h48

Um agradável clima de nostalgia acompanha o Sacramento Kings numa memorável noite das últimas semanas, na NBA. O Los Angeles Lakers estavam em sua casa, os fãs estão controlados por uma dormente rivalidade. Após algumas horas, a Arco Arena explode de novo. Isto é - como se espera - a vida de velhos times. "A única coisa que sinto falta é dos agitadores atrás do banco", diz o técnico Phil Jackson de maneira sarcástica naquela noite.Veja também:Celtics x Lakers tem melhor audiência da NBA em 4 anosAquilo é uma outra notável mudança: milhares de fãs a mais estão acompanhando os Lakers. Isto jamais seria imaginado em anos anteriores, quando Chris Webber e Vlade Divac duelavam contra Kobe Bryant e Shaquille O'Neal pela supremacia da Conferência Oeste, e os torcedores se digladiavam pelos lugares ao lado da quadra.Mas este é um dos sinais dos tempos em Sacramento, quando grupos de torcedores diminuíram a procura por ingressos da temporada, e os mais fanáticos estão em silêncio. Os Kings tem à venda ingressos para 354 jogos consecutivos. Eles não venderam bilhetes para todos os jogos nesta temporada e tem como média de públicos exatos 12.185 por jogos, ficando em 29.º lugar no quesito na NBA. Seu melhor público foi contra o Lakers, com 16.068 torcedores, a 1.200 lugares de ocupar a capacidade total de seu ginásio."Eu venho aos jogos a 21 anos, e eu nunca tinha visto uma situação como a deste ano", diz Grant Napear, narrador oficial dos Kings.A não muito tempo atrás, o Arco Arena era um dos locais mais ocupados da liga. Mas em muitas noites desta temporada, "não temos sentido aquela atmosfera", diz Napear. "Eu tenho que tentar, mas é difícil não parecer como uma biblioteca". Os Kings estão sofrendo com os problemas da crise econômica e do desempenho ruim nos jogos, além da falta de estrelas. Esse problema também está estacionado em Indianapolis, Philadelphia, Minneapolis, Charlotte, e Memphis, com todas longe dos cinco melhores públicos da NBA. No total, o público da NBA é razoável - está dentro do básico em relação à última temporada no por jogo. No acumulado, as arenas estão com 89% da capacidade, em comparação com a última temporada.Antes da recessão, os administradores estavam tranqüilos. Não tinham a expectativa de aumento significante nem de queda. Agora, está sendo difícil ignorar que milhares não vão à Arco Arena e ao Conseco Fieldhouse, ou os relatórios que indicam que as coisas são piores do que os números oficiais indicam (o boletim financeiro na NBA se baseia nos ingressos distribuídos, não nos assentos ocupados. Esta avaliação não é pública).Nos blog de basquete, fãs e repórteres tem mostrado várias histórias sobre a anêmica situação. Em 12 de novembro no jogo entre Grizzlies e Knicks, em Memphis, oficialmente assistiram 10.129, mas tinham muitas cadeiras vazias. No jogo de 3 de novembro entre Bobcats e Pistons em Charlotte o público oficial foi de 11.023. Mas dois terços dos assentos visivelmente estavam vazios.Os torcedores agora estão mesmo é querendo saber se seus times estarão em quadra na próxima temporada. "Nós estamos absolutamente calmos agora sobre os problemas nos mercados", diz Joel Litvin, presidente para a liga e operações da NBA. "Como se sabe, nós temos atentos ao que acontece com a crise, muitos negócios estão. Mas o alarme ainda não foi acionado". É fato que vários times estão definhando com a recessão. Os Pistons, operando em uma das muitas economias em depressão no país, vendeu todos os bilhetes para 246 jogos consecutivos e a presença de público é de 22.076 por partida.O Oklahoma City Thunder teve 18.457 no primeiro jogo no Ford Center (que tem capacidade de 19.314 torcedores). A franquia registrou apenas 13.335 em seus últimos jogos em Seattle.

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