Cornell Tukiri/EFE
Cornell Tukiri/EFE

NBA faz 1º jogo na África com a presença de lendas do basquete

Jogo em clima festivo serve para internacionalizar marca da franquia

Estadão Conteúdo

01 Agosto 2015 | 16h28

A NBA realizou pela primeira vez neste sábado, em Johannesburgo, na África do Sul, um jogo exibição em solo africano com a presença de estrelas do esporte, como as "lendas" Hakeem Olajuwon e Dikembe Mutombo, que atuaram pela liga profissional norte-americana durante suas carreiras.

Com um bom público presente na Ellis Park Arena, no centro de Johannesburgo, a partida contou com os veteranos jogadores atuando com seus antigos uniformes de suas respectivas equipes no segundo quarto.

Aos 52 anos, Olajuwon, que foi campeão pelo Houston Rockets com a camisa número 34, mostrou todo seu talento ao repetir um lance memorável da sua época de jogador, o "Dream Shake", em direção à cesta, que levantou todos os jogadores no banco de sua equipe. "Esta é uma das mais memoráveis experiências que vivi", relatou Chris Paul, um dos capitães das equipes.

Após um relaxado primeiro quarto, o jogo ficou disputado a partir do segundo, com o Equipe Mundo, de Chris Paul, marcando 14 pontos e não sofrendo nenhum no último quarto da partida, para bater a Equipe África de Luol Deng por 101 a 97. "Na segunda metade da partida, decidimos que era o bastante, que precisávamos jogar bem melhor se não quiséssemos perder por mais de 40 pontos", revelou após o duelo o espanhol Pau Gasol.

Mas o jogo foi bem voltado para o entretenimento, com a presença de "cheerleaders" e vários mascotes dos times da NBA se misturando ao público sul-africano. Este jogo exibição foi até agora a maior ação da NBA na África e pode ser o precursor de um jogo de pré-temporada ou até mesmo um jogo da temporada da Liga no continente, de acordo com o comissário da NBA, Adam Silver.

Sobre a partida, Deng, que nasceu no Sudão do Sul, mostrou toda a sua empolgação. "Eu queria, quando criança, jogar basquete e nunca tive condições de encontrar os jogadores da NBA, ou assistir pela TV a NBA. Ser parte de uma equipe e voltar para a África para jogar agora, não tem como descrever isso", completou.

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