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Ênio Vecchi assume a seleção feminina de basquete

Escolhido para substituir o espanhol Carlos Colinas, técnico assinou contrato até 2012

AE, Agência Estado

26 de dezembro de 2010 | 15h34

Ênio Angelo Vecchi foi confirmado oficialmente, neste domingo, como novo técnico da seleção brasileira feminina de basquete. Ele foi escolhido para substituir o espanhol Carlos Colinas, descartado de permanecer no comando pelo fato de não poder se dedicar integralmente ao Brasil, no País, por causa de problemas pessoais.

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A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) informou que o acerto com o treinador foi realizado justamente neste domingo e que ele assinou um contrato para dirigir a seleção feminina até 2012.

Ao assumir o comando do time nacional, Ênio Vecchi terá como seus primeiros maiores desafios no cargo a disputa do Torneio Pré-Olímpico das Américas, que será realizado entre 24 de setembro e 1º de outubro, em Neiva, na Colômbia, e os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, de 14 a 30 de outubro de 2011.

"É um orgulho e uma honra para qualquer um comandar uma seleção do Brasil. Estou muito feliz com o convite e tenho certeza que será um grande desafio, provavelmente o maior da minha vida. A minha expectativa é contribuir com a seleção e me sinto preparado para isso", afirmou o treinador, em entrevista publicada pelo site oficial da CBB.

O treinador admitiu que dirigir uma seleção feminina é uma novidade em sua carreira, mas mostrou confiança de que terá sucesso. "É claro que como é a primeira vez que assumo um time feminino tenho muito para aprender com a questão do relacionamento pessoal, mas não acredito que teremos problemas no aspecto físico e técnico. Estou muito contente também com a oportunidade de trabalhar ao lado da Janeth (Arcain, ex-jogadora da seleção e integrante da comissão técnica) e acredito no sucesso do nosso trabalho. Observar as jovens do Brasil e fortificar a base do País na modalidade também faz parte desse projeto que tem tudo para dar certo", revelou Vecchi, que dirige o Vitória Basquete no Novo Basquete Brasil (NBB) e seguirá paralelamente no comando do time até o fim da temporada da competição.

Atualmente, o Vitória Basquete ocupa a penúltima posição do NBB, com apenas um triunfo em oito partidas disputadas até agora no torneio.

Mas, apesar de não viver um bom momento no comando do seu time, Vecchi tem como um dos seus trunfos a experiência acumulada no comando de seleções masculinas do Brasil, pelas quais conquistou a medalha de bronze no Mundial Sub-22 (1993) e ganhou seis títulos sul-americanos: adulto (1993), sub-22 (1994 e 1996), sub-21 (2000), juvenil (1992) e cadete (1991).

Colinas perdeu o cargo de técnico da seleção feminina no mesmo ano em que amargou um grande insucesso no último Campeonato Mundial, encerrado no início de outubro, na República Checa. O Brasil ficou apenas na nona colocação na competição, na qual a equipe amargou até mesmo uma vexatória derrota na estreia para a modesta Coreia do Sul, que ficou em oitavo lugar no torneio. Agora, com Vecchi, o Brasil tentará recuperar a credibilidade do passado no basquete feminino internacional.

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