Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters

Entenda como o caso GameStop pode afetar a fortuna de Michael Jordan

Acionistas do Charlotte Hornets, franquia da qual Jordan é dono, podem ter que vender suas partes para lidar com prejuízos

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 20h20

Michael Jordan não vem de um bom ano financeiro, e acaba de sofrer mais perdas por conta do caso 'GameStop'. Após sofrer um prejuízo de US$ 230 milhões de dólares (R$ 1,23 bilhão) por conta dos efeitos da pandemia na arrecadação do Charlotte Hornets, franquia da NBA da qual é dono, o ex-jogador de basquete teria perdido mais uma grande quantia com a valorização das ações da empresa de jogos, segundo o site "Basketball Forever".

No caso GameStop, uma grande quantidade de pequenos investidores, organizados em um fórum da rede social Reddit, começaram a comprar ações da empresa, gerando uma valorização inesperada e causando grandes prejuízos a 'hedge funds' que haviam comprado ações da GameStop e repassado com o compromisso de recomprá-las posteriormente, apostando que estariam mais baratas - a diferença seria o lucro na operação.

Por isso, a GameStop, apesar de ser uma empresa que dificilmente voltará a dar lucros pelo mercado de games se concentrar na internet e não mais em lojas físicas, viu seus papéis sofrerem grandes valorizações, o que causou os prejuízos.

Gabe Plotkin e Daniel Sundheim, dois sócios de Jordan que recentemente haviam se tornado acionistas do Charlotte Hornets, haviam investido fortemente contra a GameStop e teriam sofrido perdas 'catastróficas' ao longo da movimentação financeira, o que também pode atingir o ex-jogador do Chicago Bulls, segundo o Basketball Forever, em dezenas de milhões de dólares.

Em uma tentativa de diminuir as perdas, Plotkin e Sundheim estariam pensando em vender suas ações do Hornets, forçando Jordan a buscar novos investidores para a equipe de Charlotte. De acordo com a revista Forbes, Jordan tem um patrimônio líquido avaliado em US $ 1,6 bilhão (R$ 8,56 bilhões).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.