Caio Casagrande/Divulgação
Caio Casagrande/Divulgação

Escassez de patrocinadores marca Jogo da Estrelas

Esporte perdeu prestígio após afastamento da Caixa Econômica Federal da liga

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2014 | 17h46

FORTALEZA - O NBB celebra neste fim de semana seu grande evento, o Jogo das Estrelas, com grandes interrogações em torno de seu futuro. O banner colocado na sala onde foi organizada a coletiva já conta boa parte dos problemas. A única marca de patrocinador que faz companhia aos apoios institucionais (Governo do Ceará, Prefeitura de Fortaleza) e da emissora que detém os direitos de transmissão (Rede Globo) é de um isotônico. Desde que Caixa Econômica Federal e Eletrobras se afastaram da liga, nenhum patrocínio de vulto foi obtido. O banco estatal já cogitou até mesmo patrocinar a Portuguesa de Desportos, mas não tem interesse no esporte das cestas.

Por obrigação contratual, cabe à Rede Globo, que é parceira comercial, o papel de prospectar patrocínio. "A função da Globo não se restringe ao trabalho de conseguir patrocínio. A visibilidade que nos proporciona é fantástica", contemporiza Cássio Roque, o presidente da liga.

Por falar em visibilidade, em breve os jogos do NBB poderão ser vistos pela internet, uma velha reivindicação dos ardorosos fãs da modalidade. A NBA já exibe suas partidas por meio do League Pass há vários anos. Segundo Sérgio Domenici, gerente da liga, o primeiro jogo veiculado pela internet deverá ser exibido em março. O custo de transmissão, com três câmeras, narrador e comentarista é de R$ 5 mil, diz o dirigente.

Outro grave problema enfrentado pelos jogadores são os atrasos salariais, que afetam algumas equipes. A LNB, de acordo com Roque, ainda não está interferindo nessas demandas. "A questão é até onde a liga pode ter ingerência nesse aspecto. Em alguns casos os atletas preferem negociar diretamente com os clubes. É o que ocorreu com o Goiânia, por exemplo, que acabou chegando a um acerto".

Mesmo com falta de verbas, às vezes a liga toma decisões incompreensíveis. A segundona, a divisão de acesso, será disputada por apenas quatro equipes: Rio Claro, Lins, Campo Mourão (PR) e Sport Club Recife. Cada time disputará 12 jogos na fase inicial. O último será eliminado, o primeiro alcança vaga direto e a segunda vaga será disputada pelo segundo e terceiro colocado.

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