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'Estou trabalhando pelo meu espaço'

Com apoio da franquia, brasileiro confia que, se trabalhar duro, terá oportunidade e poderá se tornar uma realidade

Entrevista com

Bruno Caboclo

Marcius Azevedo e Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2016 | 17h19

Nos dois anos com o Toronto Raptors foram apenas 65 minutos em quadra em 14 jogos e míseros 13 pontos. Aposta da franquia canadense no draft de 2014, quando foi escolhido de maneira surpreendente na 20ª escolha, o ala Bruno Caboclo, aos 21 anos, busca seu espaço na NBA. A temporada que começa na terça-feira não apresenta, por enquanto, um cenário diferente, mas o brasileiro confia no trabalho duro para aproveitar uma oportunidade quando ela for concedida.

Como você analisa seu momento na NBA?

Ainda estou buscando meu espaço, treinando forte, trabalhando duro para evoluir.

Está se sentindo confortável?

Estou feliz e bem adaptado. Todos me passam confiança, me dão conselhos e estão sempre me motivando, demonstrando que acreditam em mim, dizendo que preciso ter paciência, seguir trabalhando para aproveitar as oportunidades.

Acredita que terá mais minutos em quadra nesta temporada?

Não sei quantos minutos vou ter. Estou trabalhando para ganhar o meu espaço, para contribuir com o time. Sou parte do grupo e quero poder contribuir da melhor maneira quando precisarem de mim.

Como foi a passagem na D-League (Liga de Desenvolvimento)?

Foi um aprendizado muito bom. Já sabia que teria pouco espaço nos primeiros anos e a D-League é um estágio importante para adaptação, para poder estar jogando e evoluir. Para mim foi fundamental para me manter em atividade, ganhar confiança, me adaptar e melhorar o meu jogo.

O que os dirigentes da franquia falam sobre sua utilização?

Todos me apoiam muito, me dão força e passam confiança. Os mais experientes me dão vários conselhos, a comissão técnica também. Estão me dando o tempo que preciso para amadurecer, para crescer na liga. Não posso ter pressa, querer pular etapas.

Você se sente pressionado?

Eu me pressiono muito, é uma pressão diária, estou sempre buscando evoluir. Não sinto pressão da equipe, sinto, sim, apoio e isso me ajuda a querer sempre mais em quadra.

Você arrisca muitos arremessos de três. É um pedido dos técnicos ou um diferencial seu?

É uma característica do meu jogo, é algo que treino muito e é uma jogada importante para o time. Sempre me incentivam a arriscar os chutes e tenho procurado melhorar a cada dia.

O Lucas Bebê, que é seu companheiro, disse que há outros times e que não será o fim do mundo não ficar no Toronto? Concorda com ele?

Meu objetivo é vencer na NBA, vencer no Toronto, que é a equipe que apostou em mim, me escolheu e vem me dando todas as condições de me desenvolver como jogador. É o meu único pensamento.

A mudança de status do Toronto (agora candidato ao título de conferência) pode restringir seu espaço, já que, neste cenário, não há paciência para testes?

Ninguém aqui está sendo testado. Não me sinto assim, sou cobrado como um jogador da NBA, como qualquer um. O Toronto vem de uma campanha muito boa nos últimos anos, especialmente na temporada passada, quando chegamos à final do Leste, e chega forte para esse ano. Espero poder contribuir, ajudar a equipe, ganhar minutos de jogo.

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