Estrelas da NBA brilham no Mundial

Paul Gasol, do Memphis Grizzlies, Pedrag Stojakovic e Vlade Divac, do Sacramento Kings, Emanuel Ginobili, do San Antonio Spurs, Dirk Nowitzki, do Dallas Mavericks, Andrei Kirilenko, do Utah Jazz... Escalação da seleção dos Estados Unidos? Não. São jogadores da Espanha, Iugoslávia, Argentina, Alemanha e Rússia que disputam o 14º Mundial de Basquete, em Indianápolis, e comprovam a globalização da NBA. Em 1989, a Federação Internacional de Basquete (Fiba) autorizou os profissionais da NBA a jogarem os torneios da entidade. Da Liga saiu o primeiro ?Dream Team?, a seleção norte-americana que disputou os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, com Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird. A NBA, disfarçada de seleção dos EUA, também foi aos Mundiais do Canadá (1994) e da Grécia (1998) e à Olimpíada de Sydney (2000). Mas, se a NBA chegou à Fiba, o Mundial de Indianápolis mostra que a Fiba também chegou à NBA. Em visita ao Brasil, o vice-presidente internacional da Liga, Andrew Messick, admitiu que a globalização da NBA (em busca de novos mercados para os seus produtos) é irreversível. Na temporada passada, havia 49 estrangeiros na Liga. Na próxima, serão 65. No Brasil, a franquia começa a vender produtos licenciados - de cadernos a uniformes -, incluindo a camiseta de Maybyner ?Nenê? Hilário, o brasileiro que acabou de assinar contrato com o Denver Nuggets. O Brasil também vive um processo de internacionalização do basquete. Além de Nenê, nos Estados Unidos, dos 12 jogadores que estão com a seleção 4 seguem para a Europa após o Mundial. Para a Espanha, vão Anderson Varejão (Barcelona) e Tiago Splitter (Bilbao). O Rimini, da Itália, é o destino de Guilherme (que assinou com o Benetton Treviso, mas será emprestado) e Marcelinho.

Agencia Estado,

31 Agosto 2002 | 13h37

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