Tami Chappell /Reuters
Tami Chappell /Reuters

Ex-WNBA é criticada após entrevista polêmica: 'Reforçou estereótipos injustos'

Candice Wiggins afirma que 98% das jogadoras da liga são gays

Estadao Conteudo

22 Fevereiro 2017 | 14h50

Vem causando polêmica no basquete norte-americano a entrevista dada pela ex-jogadora Candice Wiggins a um jornal de San Diego, publicada na última segunda-feira. Na reportagem, ela afirma que se aposentou porque estava cansada de sofrer bullying por ser heterossexual. Além disso, disse que 98% das jogadoras da liga são homossexuais.

"Muitas pessoas pensam que você tem de parecer um homem, jogar como um homem para conseguir respeito. Era o contrário. Eu me orgulhava por ser uma mulher, e não me encaixava bem nessa cultura", afirmou. As declarações, porém, não pegaram bem.

"Candice, eu estou desapontada com você. Você afirmou que 98% das jogadoras da liga são gays, o que não é apenas falso como injusto. Você se encontrou com todas as 144 jogadoras e fez parte de suas vidas privadas? Em sua 'pesquisa' você realmente só achou três mulheres heterossexuais? Você sabe que orientação sexual não é algo binário? Você entendeu o que você fez?" questionou, em carta aberta, a jogador do Chicago Sky Imani Boyette.

"Você reforçou estereótipos injustos. A orientação pessoal das pessoas é problema delas e da conta delas. Agora, por causa do seu artigo, vão voltar a extrapolar os limites para perguntar sobre nossa sexualidade. Alguma vez eles perguntaram a algum astro da NBA sobre a sexualidade deles?", continua Boyette.

Desde a divulgação das declarações de Wiggins, diversas jogadoras e ex-jogadoras vieram a público para refutar suas afirmações. "Eu joguei na liga por 15 anos, por diferentes franquias, e nunca vivi isso ou ouvi falar de alguém que tenha sofrido bullying", disse Ticha Penicheiro. Ela também disse que a declaração de que 98% das jogadoras são gays é "completamente falsa".

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