Carlos Rawlins/Reuters
Carlos Rawlins/Reuters

Fiba sinaliza que Venezuela receberá convite para Mundial de basquete

Com isso, seleção brasileira ficaria fora da competição pela primeira vez na história

11 de setembro de 2013 | 16h31

SÃO PAULO - O presidente da CBB, Carlos Nunes, pode ir colocando suas barbas de molho. O dirigente chegou a dizer que tinha "quase absoluta certeza" que o Brasil conseguiria uma das vagas por meio de convite da Federação Internacional de Basquete, que vai distribuir quatro dos chamados "wild cards" para equipes que falharam na tentativa de obter classificação nos torneios continentais.

Em entrevista ao jornal venezuelano "Nueva Prensa de Guayana", o presidente da Fiba Américas, Horacio Muratore, declarou que a Venezuela é forte candidata a ser agraciada. Conta pontos para a Venezuela o fato de ter organizado não só a última Copa América, como também o Pré-Olímpico Mundial, no ano passado.

Muratore, que será presidente da Fiba a partir de 2014, citou que um convite está relacionado a três aspectos: esportivo, econômico e governamental. "Em termos de organização, diria que a Venezuela recebeu um 9, para não dizer 10. Esportivamente, apesar de não ter se classificado, daria um 8, porque fizeram um bom torneio."

A Venezuela ficou em quinto lugar na Copa América. No jogo em que foi eliminada, chegou a colocar vantagem de 22 pontos de vantagem sobre Porto Rico, que disputa nesta quarta-feira o título com o México, e depois tomou a virada. O Brasil perdeu as quatro partidas disputadas, e ficou em último lugar em sua chave.

"No nível federativo, a Venezuela vai avançando. Prossegue adiante, avançando, e é importante ter uma federação assim, que possa avançar e traga coisas para seu país. Primeiro porque é função da federação, não só fazer com que se jogue basquete e se classificar, mas também contribuir para o desenvolvimento do esporte no seu país. Este tipo de evento (Copa América) tem um fator multiplicador no tocante à popularização. Dessa forma, a federação fica com um dez."

O cartola argentino citou que a Venezuela ganhou o direito de organizar o Pré-Olímpico competindo com uma força do esporte como a Lituânia, que havia acabado de organizar um Campeonato Europeu. "Temos que reconhecer que o apoio do governo é fundamental. Não se trata apenas de ter dinheiro para pagar o hotel, a comida e o transporte, mas também oferecer segurança, logística, muita gente trabalhando. Leva um dez aí também."

Em seguida, Muratore desmentiu que o Brasil esteja muito próximo de receber o convite da Fiba. "Tudo isso que se diz, que o Brasil está assegurado, são conjecturas. O que cada federação tem que fazer é trabalhar para conseguir (o convite)."

Muratore esclareceu ainda que não há um número de vagas delimitado para cada continente. "Pode ser que os quatro convites vão para a Europa; dois para a América e dois para a Europa; ou dois para a Ásia, um para a Europa e outro para a América."

Os países que receberão os convites serão conhecidos no dia 24 de novembro, em anúncio a ser feito em Buenos Aires. O sistema de convites, inaugurado em 2006, termina na Copa do Mundo de 2014. A partir da Copa do Mundo de 2018, o número de participantes subirá de 24 para 32.

Fortes candidatos são a Rússia - bronze na Olimpíada de Londres e quinta no ranking; Turquia, vice-campeã mundial em 2010 e anfitriã do Mundial anterior; e China, com sua enorme população, grande mercado para o basquete e 11ª colocada no ranking. Pesa contra a Rússia o fato de já ter sido convidada em 2010.

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