Fla contorna crise e equipe de basquete disputará NBB

Atletas do clube rubro-negro, no entanto, ainda cobram os prêmios pela conquistas da temporada passada

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2009 | 20h57

Por ora, a diretoria do Flamengo conseguiu contornar mais uma crise nos esportes olímpicos do clube. Depois de ameaçar não entrar em quadra na quarta-feira, na abertura do NBB, contra o Pinheiros, em São Paulo, a equipe de basquete decidiu nesta segunda não fazer greve diante do pagamento de um dos três meses de salário atrasado.Os atletas ainda cobram os prêmios pelas conquistas do Nacional do ano passado e do Estadual. E o pior: não há previsão da dívida ser quitada. "O ideal seria terminar o mês e a gente receber. Mas a gente vê a situação com esperança", declarou o ala/armador Marcelinho, destaque do time. Ele deixou bem claro que a preparação da equipe foi prejudicada pelo impasse. "Sábado à tarde, por exemplo, não teve treino. Tivemos uma semana bem conturbada."A ideia do grupo era não viajar para São Paulo, até porque, segundo o regulamento da competição, quem disputar uma partida não pode se transferir para outro clube. Portanto, ninguém queria se arriscar sem ter em mãos uma solução da diretoria. Somente depois de uma reunião com a vice-presidente de esportes olímpicos, Patrícia Amorim, após o treino desta segunda, os jogadores reviram a decisão e vão enfrentar o Pinheiros.Antes do encontro, porém, Marcelinho recusava-se a entrar em quadra na estreia. Disse que tinha jogadores em situação bem complicada. Sem dinheiro até para pegar ônibus para ir treinar. Ele, no entanto, mudou de posição em poucos minutos. A equipe de basquete custa ao Flamengo R$ 204 mil por mês. O transtorno ocorre porque a Petrobras, que banca a modalidade, ainda não assinou a renovação de contrato com o clube carioca de cerca de R$ 14 milhões por ano.

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