Flamengo celebra título e exalta 'brio' do Paulistano

Time carioca sofre virada, mas consegue se recuperar para faturar a taça

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2014 | 14h30

RIO - Na véspera da grande final do NBB, o técnico José Neto, do Flamengo, destacou que o fato de seu time jogar a decisão contra o Paulistano em casa poderia fazer a diferença em uma partida que seria "decidida no detalhe". O treinador do agora tricampeão da competição não via chances de o placar do jogo ser parecido com os dois entre as equipes na primeira fase - vitórias do clube carioca por 80 a 58 e por 98 a 67.

A final deste sábado entrou no último minuto com diferença de dois pontos, quando então o Flamengo arrancou para confirmar a defesa. "A gente fez o que tinha que fazer. Trabalhamos o campeonato inteiro para chegar neste dia, com o ginásio deste jeito, com o elenco do jeito que estava, em seu máximo. O principal era a gente ganhar, e conseguimos", vibrou Neto após a partida.

Na decisão, o Flamengo chegou a abrir 11 pontos de vantagem no primeiro quarto, mas aos poucos o Paulistano foi equilibrando e chegou a virar no quarto seguinte. A partir daí, o vencedor da partida passou a ser imprevisível. "Isso é muito do jogo. O Paulistano mostrou o brio que tem, mostrou que não é um time que chegou aqui por acaso, cumpriu muito bem seu papel no campeonato", avaliou o técnico rubro-negro.

Do outro lado, Gustavo de Conti lamentou a conquista que não veio. "É uma sensação de frustração muito grande, de estar tão próximo de uma conquista histórica para o Paulistano e não conseguir. Mas a gente tem que saber também da força do Flamengo jogando em casa", disse Gustavinho, como é conhecido o técnico que foi eleito o melhor da competição.

"A gente conseguiu mudar bastante coisa hoje, conseguimos levar o jogo bem equilibrado, como não havia sido das outras vezes, principalmente defensivamente e em termos de rebote", considerou o treinador do time paulista.

Melhor jogador da final, o pivô norte-americano Meyinsse aproveitou para agradecer os colegas de clube. "Tive muita ajuda dos companheiros, no jogo e também para me acostumar a viver aqui. Foram uma família pra mim", comentou. Ele dedicou o troféu de melhor jogador ao pai, falecido este ano.

Pelo lado do Paulistano, o ala/pivô César, que durante a partida protagonizou duelos particulares com a marcação rubro-negra e, por causa disso, foi bastante visado pelos torcedores, mostrou-se conformado.

"É muito bonito jogar aqui com essa torcida. O Flamengo está de parabéns pela ótima campanha. A gente fez um jogo bom até o final, que foi decidido no detalhe. Tinha que ter um campeão, e acabou sendo o Flamengo", comentou o jogador.

Tudo o que sabemos sobre:
basqueteNBBFlamengo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.