Gama e Minas pagarão para jogar

O Gama e o Minas Tênis Clube vão pagar todas as suas despesas (aéreas, de hospedagem, alimentação e taxa de arbitragem) quando viajarem para os Jogos do Campeonato Nacional de Basquete e também terão de arcar com os custos dos rivais quando receberem jogos em Brasília e Belo Horizonte. Os dois clubes têm até segunda-feira para depositar na conta da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) o dinheiro referente às despesas - R$ 200 mil, para o Minas, e R$ 300 mil, para o Gama. A CBB alega que não teria recursos para incluir mais dois times no torneio, mas continuará a dar 15 passagens aéreas ou ajuda nas viagens de ônibus às 16 equipes classificadas.O próximo Nacional, de 27 de janeiro a 16 de junho, com 340 jogos e 18 equipes, terá Gama e Minas entrando pela "porta dos fundos", a convite da CBB e com a anuência dos demais clubes, que aprovaram a inclusão segunda-feira, em reunião em São Paulo.Na Super Copa Brasil, que definiu os clubes que subiriam para o Nacional, Universo/Ajax (GO) e São Caetano (SP) asseguraram suas vagas na quadra. Gama, terceiro, e Minas, quarto, foram convidados. O presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, não acha que o regulamento foi rasgado. Confirma que a possibilidade do convite só foi incluída no regulamento de 2002 e admite que não existia no torneio de 2000/2001.Muitos técnicos reclamam de que não puderam opinar. Jorge Guerra, o Guerrinha, do Tilibra/Copimax, de Bauru, acha que os times de São Paulo serão prejudicados pelo excesso de jogos com a inclusão das duas equipes. "Teremos 14 partidas em 35 dias pelo Paulista e os atletas chegarão arrebentados ao Nacional. Os outros Estados não têm regionais tão competitivos." Para Guerrinha, a decisão política de abrir mercado para o basquete pode ser acertada, mas do ponto de vista técnico é questionável.

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