Genial dentro de quadra, Jordan não repete o mesmo sucesso fora delas

Após conquistar seis títulos com o Chicago Bulls, Jordan decidiu virar dirigente do Washington Wizards em 2000. Na franquia, MJ assumiu o papel de presidente de operações. Entre suas funções estavam: escolher o treinador e, principalmente, selecionar os jogadores que integrariam a equipe a partir do draft de 2001.

GUILHERME DORINI E MARCIUS AZEVEDO, O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 15h55

A ideia de reformulação na equipe não podia vir em melhor hora. Os Wizards eram detentores da primeira escolha daquele ano e tinham tudo para montar um bom elenco para a temporada a partir de um astro em potencial, mas as coisas não saíram como o planejado.

Jordan optou por escolher Kwame Brown, que era a primeira escolha de um draft na história vindo diretamente do colegial. O ala-pivô, que pretendia passar pela Universidade da Flórida antes da liga profissional, teve um péssimo desempenho em seu primeiro ano, com médias de 4,5 pontos por jogo e 3,5 rebotes.

O erro ficou ainda maior anos depois, quando Pau Gasol e Tyson Chandler, preteridos em 2001, construíram carreiras sólidas na NBA. O primeiro foi duas vezes campeão pelo Los Angeles Lakers, enquanto o segundo conquistou o cobiçado anel ofertado aos campeões com o Dallas Mavericks.

MJ ainda interrompeu sua aposentadoria e voltou a jogar para tentar ajudar a equipe a chegar nos playoffs. Porém, a iniciativa não foi muito bem recebida por seus companheiros e o time acabou fracassando. Em 2003, Jordan anunciou mais uma vez sua aposentadoria e acabou se desligando da franquia.

PIOR DA HISTÓRIA

Por onde passou, Jordan sempre foi considerado o dono do time. Em 2010, essa frase pode ser dita literalmente. Naquele ano, o ex-jogador dava seu grande passo como cartola na NBA, se tornando sócio majoritário do Charlotte Bobcats, equipe da qual era sócio desde 2006. A ideia era que, com sua experiência e o desejo de obter sucesso como dirigente, ele conseguisse crescer junto com o time da Carolina do Norte, região onde Michael cresceu.

Em pouco mais de dois anos, MJ conseguiu seu primeiro recorde com a franquia, porém negativo. Com a derrota, em casa, para o New York Knicks, na última partida de 2011-12, os Bobcats se tornaram o time com a menor porcentagem de vitórias da história da NBA, com 10,6%, uma campanha de sete vitórias e 59 derrotas, ultrapassando o Philadelphia 76ers de 1972-73, que terminou com 11%. Para completar a lista de marcas negativas, o time fechou a temporada como o pior ataque da NBA, com baixa média de 87 pontos por jogo.

E não é apenas como dirigente que o ex-jogador não obtém sucesso. O jornais Chicago Sun-Times e Chicago Tribune trouxeram reportagens na semana passada sobre problemas financeiros na academia Attack Athletics, que contou com investimentos do ex-jogador.

O local é de propriedade de Tim Grover, que trabalhou na preparação física de Jordan durante parte da carreira do ídolo. Grover aproveitou o relacionamento estreito com Jordan para tornar o local em uma referência no basquete. De acordo com a imprensa americana, Michael pode sofrer um prejuízo de US$ 1,5 milhão pelo fechamento da rede.

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