Stephen R. Sylvanie/USA Today
Stephen R. Sylvanie/USA Today

A história de Gianna Bryant, herdeira do legado de Kobe que morreu com o pai

Jovem de 13 anos era presença constante em partidas da NBA e da WNBA e fazia treinos particulares com o pai/treinador

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 11h24

Aos 13 anos, ela já estava interessada nas principais universidades e equipes da WNBA: Gianna Bryant queria seguir o legado de seu pai Kobe no mundo do basquete, mas ambos morreram em um acidente de helicóptero neste domingo, dia 26.

Quando torcedores do Los Angeles Lakers pediam que ele tivesse um filho para que continuasse seu legado, Kobe Bryant apenas sorria. Pai de Natalia, 17 anos e jogadora de vôlei, de Gianna, de Bianka (3 anos) e de Capri (sete meses), ele sabia que já tinha sua herdeira no esporte.

"Ela é algo especial quando joga basquete", afirmou o cinco vezes campeão da NBA, morto no acidente da Califórnia. "A melhor coisa que acontece é quando saímos e os fãs se aproximam e ela fica ao meu lado (...) e eles dizem 'você precisa ter um menino, você precisa ter alguém para seguir sua tradição, o legado'. E ela responde 'Eu faço isto'", contou em 2018 durante entrevista a Jimmy Kimmel.

Gianna Bryant, cujo nome, como o de suas três irmãs, remete aos anos que seu pai viveu na Itália durante a infância, era a sombra de Kobe. Ela o acompanhava em partidas da NBA e da WNBA, treinava com o pai no ginásio de sua casa e, além disso, Kobe era o técnico de sua equipe na escola.

Mas quando os dois seguiam de helicóptero para um torneio que deveria ter a participação desta equipe, conhecida como "Mamba Team" em referência a um dos apelidos de Kobe Bryant, ambos encontraram a morte. Eles estavam acompanhados de uma de suas colegas de time e de seus pais.

MESMA PERSONALIDADE

De acordo com seu pai, modelo de profissionalismo e exigência durante toda carreira, Gianna, que era chamada carinhosamente de Gigi, era obcecada pelo basquete, como ele. "O que amo a respeito de Gigi é sua curiosidade pelo jogo, ela é muito curiosa. Em situações complexas durante uma partida, ela tem a capacidade de parar um momento e me fazer uma pergunta muito específica, algo que não é comum", declarou o ídolo dos Lakers ao jornal Los Angeles Times em outubro do ano passado. "É um privilégio ver seus movimentos e as expressões que faz, é incrível como a genética funciona", disse.

Gianna provocou o retorno da paixão de seu pai pelo basquete, após um fim de carreira marcado por lesões graves e por desilusões esportivas com os Lakers. Sua trajetória já estava traçada: ela queria jogar "a qualquer custo" - segundo seu pai - na Universidade de Connecticut, referência do basquete americano, antes de tentar a sorte na WNBA.

Seu pai e seu padrinho, Rob Pelinka, ex-agente de Kobe e diretor-geral dos Lakers, conseguiram agendar encontros com estrelas e técnicos do basquete feminino. Além do sobrenome, seu talento na quadra chamou a atenção especialmente do técnico do LA Sparks, o time de basquete feminino de Los Angeles. "Eles têm a mesma forma de atuar e a mesma personalidade", afirmou Derek Fisher, ex-companheiro de time de Bryant nos Lakers. Ela também herdou um apelido inspirado no "Black Mamba" de seu pai: para muitos, Gianna era a "Mambacita"./AFP

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