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Grego: assunto liga, só após a eleição

O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, que ainda não havia comentado a criação de uma liga, disse hoje que só conversará com os clubes após a eleição para a presidência da entidade, dia 2 de maio. Grego é candidato à reeleição. "Não podemos ter uma reunião grande agora porque o tema não envolve apenas os clubes que disputam o Nacional, mas também outros clubes do Brasil, e federações. Em maio, como estava planejado, faremos uma reunião para avaliar 2004 e projetar 2006." Uma comissão formada por integrantes da Telemar, Minas Tênis, Joinville e Universo Brasília trabalha no estatuto da liga de clubes com o advogado Heraldo Panhoca, especialista em direito esportivo. Grego alega não conhecer detalhes do projeto. "Não adianta fazer o estatuto. Primeiro tem de estruturar a Liga. O que ela propõe para a melhoria da parte técnica da competição, qual é a engenharia da classificação e como será tratada a parte financeira." Garantiu que a CBB não está de "portas fechadas", uma das principais críticas dos clubes que assinaram a criação da Liga. Disse que recebe telefonemas de clubes e federações todos os dias. "Se tem alguma mágica, vamos trazer a proposta para dentro e analisar", ironiza Grego, dizendo que tem apenas R$ 645 mil, da TV, para administrar o Nacional, contra os R$ 2 milhões que tinha há duas temporadas. Alega que, no ano passado, o campeonato custou R$ 1,6 milhão e que a CBB teve de "raspar tudo o que tinha" para conseguir pagar. Disse que não atendeu o pedido feito pelos clubes para discutir os recursos do campeonato porque esse assunto já havia sido discutido antes de começar o Nacional, em mais de uma reunião, e porque a carta que pedia o encontro para o dia 10 chegou no dia 9, à tarde. "Estou cumprindo o que os clubes determinaram." "A CBB nunca foi contra nada", respondeu, mas sem esclarecer se a entidade legalizará ou não a liga de clubes. Afirmou que "estamos caminhando para transformar o Campeonato Nacional em uma Liga", mas com a CBB no comando. O ex-jogador Oscar, da Telemar, disse que o presidente da CBB, com isso, "bateu a porta na nossa cara mais uma vez". Acrescentou que o dirigente já havia mandado responder pela internet, com um não, ao pedido dos clubes de discutir os recursos para o campeonato. "O que foi conversado antes do início do campeonato já sabíamos. Mas queríamos conversar novamente. Se estava em cima da hora o dia 10 ele poderia telefonar e marcar nova data." Acha que discutir recursos era urgente porque alguns clubes já estavam, inclusive, propondo a paralisação do Nacional por falta de dinheiro para viagens. "Enquanto a CBB não nos atende criamos a Liga. Já ouvi inúmeras vezes a frase estamos caminhando para isso. E nunca caminhou. A CBB está ensinando aos clubes (ao destinar R$ 10 mil para cada um), que não precisamos dela para fazer um campeonato."

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