Grego manda recado para a Nossa Liga

O recado do presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Nicolas Bozikis, o Grego, para o presidente da Nossa Liga, o ex-jogador Oscar Schmidt foi claro: "existe uma hierarquia a ser respeitada e tenho que me relacionar dentro desses segmentos. Liga independente não existe". Apesar de, a princípio, não achar a fundação de uma nova associação de clubes a solução para os problemas das agremiações, frisou que irá convocar uma reunião para discutir o futuro da modalidade esportiva no País."Mesmo que existisse, o que é a Liga? É uma reunião de clubes. E se chamo todos para a reunião, além de todos os segmentos do basquete, o que tenho?", indagou Grego. Nesta terça-feira, o dirigente rompeu o silêncio mantido durante a campanha à reeleição (que ocorreu na segunda-feira), em uma entrevista coletiva de 2h30 de duração. A Nossa Liga fundada por Oscar tem por principal objetivo gerenciar os campeonatos nacionais masculino e feminino de basquete, a partir da próxima edição.Grego salientou que como presidente da CBB deve manter conversas com escolas, clubes e associações, federações nacionais e internacionais, Ministério do Esporte e Comitê Olímpico e defendeu que o modelo de Liga desejada por Oscar já foi tentado em outras ocasiões tanto no Brasil quanto no exterior e não funcionou. Citou como um obstáculo a descentralização do poder. Sobre o relacionamento com o ex-craque do basquete e amigos que o apoiam, como Paula, Hortência e Janeth disse contar com todos para engrandecer o basquete brasileiro. "Irei fazer uma reunião com todos os clubes e falarei com ele (Oscar) como dirigente da Telemar/RJ. Vamos conversar e ver qual o melhor caminho a ser tomado", enfatizou Grego que, apesar de explicitar seu repúdio à fundação da Liga, disse estar "aberto ao diálogo".O presidente da CBB fez um desabafo e lembrou que quando a entidade não tinha um patrocinador, ninguém apareceu para oferecer ajuda. E classificou, sem citar nomes, de salvador da pátria e herói aqueles que agora ficam apontando soluções para o basquete brasileiro."Como passamos a ter mais valores surgiu um monte de idéias salvadoras-da-pátria. Nós precisamos de heróis dentro das quadras para fazer cestas e nos dar títulos", afirmou Grego. Atualmente, a Eletrobrás, patrocinadora oficial da seleção masculina paga à entidade R$ 3 milhões por ano. Um novo compromisso com bases financeiras semelhantes está sendo negociado para a equipe feminina. "Fora delas, quero gente competente, com conhecimento técnico e administrativo, além de saber Leis." Nenê - A um mal-entendido, Grego atribuiu o fato de o pivô Nenê, do Denver Nuggets, ter dito que não defenderia a seleção enquanto ele fosse o presidente da CBB e relatou seu desejo de se explicar ao atleta. Sobre a possibilidade de o candidato Hélio Barbosa, derrotado por 18 votos a 9, recorrer à Justiça, o dirigente enfatizou que a eleição foi feita dentro da legalidade e "ao derrotado cabe o reconhecimento da derrota."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.