Hélio Rubens mantém base para Mundial

Ainda um grande desafio para a seleção brasileira masculina de basquete. Assim, o técnico Hélio Rubens Garcia, classifica o Mundial de Indianápolis, o ?templo do basquete? nos Estados Unidos, o principal evento do calendário internacional, de 29 de agosto a 8 de setembro ? como a Copa do Mundo de Futebol acontece há cada quatro anos. O treinador fará a convocação do time que enfrenta o desafio na próxima semana ? deve ?bater? a lista com os dirigentes da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) por telefone, uma vez que viaja para Las Vegas (EUA), na sexta-feira. Hélio vai dirigir o Vasco no Challenge Basketball Cup, um torneio com times-show, como os de Magic Johnson (que se apresenta pelo mundo, desde que o ídolo da NBA contraiu o vírus da Aids) e o Harley Globetrotters, mais o campeão inglês e uma equipe da China. Esse pode ser o último compromisso do técnico no comando do Vasco. Com problemas financeiros, o time ainda não definiu os investimentos para a próxima temporada e Hélio tem outros convites, o principal deles do Minas Tênis Clube. Hélio confirmou, nesta terça-feira, que sua convocação não terá muitas surpresas. ?Vou manter a base do pré-mundial?, afirmou, referindo-se ao time que foi vice-campeão na Copa América, em 2001, na Argentina. O time tinha os armadores Helinho e Demétrius, o ala-armador Marcelinho, os laterais Vanderlei, Alex e Márcio e os pivôs Tiagão, Estevan, Sandro Varejão, Guilherme, Nenê e Anderson Varejão. O armador Valtinho e os alas Rogério e Renato, não jogaram a Copa América por causa de contusões. A comissão técnica também está mantida, com os assistentes-técnicos Aluísio Ferreira, o Lula, do COC/ Ribeirão Preto, e Ênio Vecchi, do Sercomtel/Londrina, do Paraná. ?O grupo está consolidado para o Mundial, dentro de um processo de renovação gradativa?, afirma Hélio, que assumiu a seleção brasileira em 1997. ?É lógico que não podemos nos dar ao luxo de ter dois times no mesmo nível, mas hoje já podemos convocar 12 jogadores, com folga. É claro que temos de continuar o trabalho de renovação que o mundo todo faz, para não corrermos o risco de viver um novo vazio?, analisa Hélio Rubens. O ?vazio? citado pelo treinador pode ser traduzido pelo 11º lugar do Mundial do Canadá, em 1994, o 10º no Mundial da Grécia, em 1998 ? as duas piores colocações da história ?, e a ausência na Olimpíada de Sydney, em 2000. Além dos próprios problemas da seleção, o nível do basquete em todo o mundo é muito alto e cresceu nos últimos anos, com as divisões políticas ocorridas no continente europeu. ?Para se ter uma idéia do desafio para o Brasil, a França, vice-campeã olímpica, a Lituânia, que quase derrota o Dream Tem nos Jogos de Sydney, e seleções como Itália e Croácia não estão classificadas para o Mundial?, acrescenta o treinador. Precoce ? ?O Mundial não é um espaço para lançar jogadores?, afirma o assistente-técnico Lula, admitindo, no entanto, que o armador Leandrinho, do campeão Tilibra/Copimax, de Bauru, foi uma das revelações do Nacional. ?Mas ele ainda tem um longo caminho pela frente.? Lula está animado com a ?maturidade? que alguns jogadores adquiriram, até precocemente, como Anderson Varejão, de 20 anos e 2,05 metros, que depois de passar por Franca e pela seleção brasileira foi contratado, na última temporada, pelo europeu Barcelona. ?Acho que o Anderson amadureceu muito, especialmente após ter jogado em um time, que é o Barcelona, e em um campeonato, o Espanhol, de alto nível?, disse Lula, que aposta em Anderson no draft na NBA. A escolha será no dia 26, em Nova York, e o pivô brasileiro é um dos estrangeiros relacionados. A NBA quer conseguir espaço no mercado brasileiro para os seus produtos, o que por si só ajuda na escolha. Lula aposta no sucesso de Anderson, que considera o melhor ?candidato a ídolo? no basquete brasileiro. Enumera alguns ?ingredientes? que podem ajudar. Anderson tem talento e biótipo adequado e não se imtimida diante de rivais. ?Não afina, não tem medo?, reforça Lula. É jovem, bonito, usa cabelos exóticos e faz sucesso com as garotas ? ?voltou do Chile com a mala cheia de ursinhos, que ganhou das fãs?, observa Lula. E ainda agrada o grupo e a comissão técnica, por ser humilde ? ?carrega saco de bola, é parceiro, brincalhão?, acrescenta.

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