Divulgação/Paschoalotto
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Hettsheimeir explica por que trocou a liga espanhola pelo NBB

Após duas temporadas de insucesso no Real Madrid e no Unicaja Málaga, prejudicado por lesões, pivô resolveu ficar perto da família

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 07h00

Após duas temporadas prejudicadas por lesões na Espanha, no Real Madrid e no Unicaja Málaga, o pivô Rafael Hettsheimeir está de volta ao Brasil. Destaque no Pré-Olímpico de Mar del Plata, o jogador, revelado pelo Ribeirão Preto/COC, volta após nove temporadas na Europa e é uma das grandes atrações da sétima edição do NBB.

Este ano o NBB bateu recorde em repatriação. Muito jogadores estão voltando a jogar por aqui. O que você pensa disso?

Isso é fruto das melhorias que o basquete brasileiro vem passando, principalmente nos últimos sete anos com a criação do NBB. O nosso basquete voltou a ser visto lá fora e isso chama a atenção, principalmente dos jogadores que querem participar da competição nacional.

 Quando você percebeu que era a hora de voltar? 

 Joguei durante nove anos na Europa, aprendi muito lá e evolui demais. Mas chegou uma hora que queria voltar para o Brasil, para estar próximo da minha família.

Por que decidiu voltar neste momento da sua carreira?

Com o crescimento do basquete daqui e com a proposta do Paschoalotto/Bauru, que fica próximo da minha cidade (Araçatuba), não pensei duas vezes. Voltar para o Brasil, ficar próximo da minha família e com um elenco forte, foi o momento perfeito para voltar.

O que o basquete brasileiro tem hoje que não tinha antes de você sair? Quais os avanços você percebe?

Organização, mais competitividade, temos no NBB muitos estrangeiros que trazem bagagem de fora e contribuem para aumentar o nível. Isso chama atenção, ajuda a fomentar o esporte no país. Agora, com a parceria da NBA, os ganhos serão ainda maiores.

Qual o papel dessa repatriação no desenvolvimento do NBB?

Jogadores com experiência internacional trazem bagagem e vivência de fora e ainda aprendem mais com o basquete daqui. Ou seja, é um intercâmbio de experiência, onde quem ganha é o Basquete e o admirador desse esporte.

Você acredita que a Seleção Brasileira tem a ganhar com isso? De que maneira?

Tem sim, e muito. Principalmente no contato desses jogadores que trazem experiência de fora com as categorias da base. Isso é o futuro do basquete nacional.

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