Sergei Karpukhin/Reuters
Sergei Karpukhin/Reuters

Homem mais rico da Rússia perto de entrar na NBA

Mikhail Prokhorov pensa em injetar ao menos US$ 700 milhões no time do New Jersey Nets

18 de setembro de 2009 | 16h18

Bilionários russos, oriundos da queda do Comunismo, utilizam suas riquezas em várias partes do planeta, especialmente nos esportes, como Roman Abramovich, dono do Chelsea, e Boris Berezovski, que investiu dinheiro no Corinthians através da MSI, além de outros clubes como o West Ham. Agora, chegou a vez do mais rico deles, Mikhail Prokhorov, entrar em tal ramo, mas na NBA, especificamente no New Jersey Nets.

De acordo com um porta-voz do grupo de investimento Onexim, realmente existe o interesse em comprar parte da franquia, além da construção de uma nova arena no bairro do Brooklyn, em Nova York. Para tanto, o milionário russo disponibilizou US$ 700 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão).

"Como eu havia dito anteriormente, nós recebemos ofertas de possíveis investidores", disse o CEO da franquia, Brett Yormark. "Este interesse está crescendo por causa da decisão de nos movermos para o Brooklyn".

O atual dono da equipe, Bruce Ratner, ainda sonha com a construção da arena no Brooklyn, que também contaria com 16 prédios (moradia e negócios), uma linha de metrô e outras infraestruturas para valorizar ainda mais a equipe e o bairro. Além da falta de recursos, o complexo ainda não foi construído por disputas de associações de moradores que exigem que suas reivindicações sejam atendidas.

Em dezembro do ano passado, a revista Forbes divulgou o ranking das franquias mais rentáveis da NBA, e os Nets ocupavam a 26.ª posição entre os 30 times, com o valor calculado em US$ 295 milhões (cerca de R$ 531 milhões).

Prokhorov, de 44 anos, e 2,06 metros, tem uma fortuna estimada em US$ 9,5 bilhões (aproximadamente R$ 17,1 bilhões) e já foi protagonista de alguns escândalos, como em 2007, quando foi preso num resort de ski, na França, por causa de uma rede de prostituição. Ele foi solto logo em seguida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.