Hortência: Hall da Fama é o meu Oscar

Hortência Marcari será a primeira brasileira a integrar o Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos, o mais prestigiado prêmio de reconhecimento pela carreira do esporte. A ex-atleta da seleção brasileira e hoje empresária agora integrará uma galeria de premiados nos quais estão atletas lendários da NBA como Magic Johnson, Larry Bird, e Clyde Drexler. A entrega do prêmio será de 8 a 11 de setembro em Springfield, em Massachusetts. "Agora posso morrer em paz, estou eternizada. Para mim foi como ganhar o Oscar do basquete", disse Hortência, que foi comunicada de sua eleição pelo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bosiks, na quinta-feira. "É mais importante ainda se levarmos em consideração que eu fui uma garota de família simples competindo por um país onde o esporte, em especial o basquete no meu tempo, não tinha muita estrutura." Hortência foi eleita para o Hall da Fama ao lado de outros quatro integrantes, todos americanos: os treinadores Jim Boeheim, Jim Calhoun, Sue Gunter e Hubie Brown por sua contribuição para o desenvolvimento do esporte. "Já havia sido indicada no ano passado, mas não ganhei. Os organizadores me disseram que era difícil ser eleita na primeira indicação", conta a ex-jogadora. Os títulos mais importantes de Hortência na carreira pela seleção brasileira foram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana (1991), o título do Campeonato Mundial da Austrália (1994) e a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996), competição que marcou o encerramento de sua carreira. Atualmente, ela trabalha como empresária na área esportiva, mas garante que encontrará um lugar na agenda para viajar para Springfield em setembro. "Não vou perder essa premiação por nada desse mundo", disse.

Agencia Estado,

04 de abril de 2005 | 18h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.