Hortência teme pelo esporte de elite

Para continuar a ter um discurso sobre um desempenho olímpico compatível com o tamanho do País, o Brasil terá de fazer muito mais que construir centros de excelência. A constatação vem de uma medalhista olímpica, a ex-atleta e dirigente do paraná Basquete, Hortência, ao analisar a situação de penúria do basquete feminino. "E isso não ocorre apenas no basquete. A realidade do mercado é simples: as empresas deixaram de investir e os clubes, a base dos esportes, estão acabando."Hortência, dona da medalha de prata, nos Jogos de Atlanta, em 1996, disse estar cada vez mais convicta que se "o governo não fizer algo bem rápido o esporte de elite do Brasil vai ficar muito distante do restante dos outros países", e isso ficará claro nos Jogos Olímpicos que se seguem neste milênio, a partir de Atenas, em 2004.A análise de Hortência contém um desabafo. Não tem certeza sobre a continuidade de seu projeto com o governo do Estado do Paraná, com dois meses de atraso no repasse de verbas. "Se um trabalho que envolve mais de 4 mil crianças corre risco... o que posso dizer." Apesar das tentativas que fez desde que o projeto do basquete passou a ser coordenado pela Casa Civil (a Secretaria de Esportes foi transformada em coordenadoria), não foi atendida pelos representantes do governo nem por telefone. "Não tenho certeza de nada."

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